Temporal na ilha de Madeira deixa 40 mortos

Número de desaparecidos ainda é desconhecido; ilha pedirá ajuda a União Europeia

Efe,

21 de fevereiro de 2010 | 09h23

Correnteza inunda ruas da ilha de Madeira. Foto: Homem Gouveia/Efe

 

MADEIRA- As autoridades regionais da ilha de Madeira elevaram neste domingo, 21, a 40 o número de mortos devido ao temporal que afetou o arquipélago português e feriu mais de 100 pessoas.

 

Madeira, a principal ilha do arquipélago homônimo, tem 250 mil habitantes e foi atingida por um forte temporal que em 12 horas causou grandes inundações e deslizamentos de terra.

 

O secretário regional de Assuntos Sociais, Francisco Ramos, adiantou a nova cifra de mortos e reconheceu que o número de desaparecidos ainda é desconhecido.

 

Carros ficaram soterrados embaixo de pedras após fortes inundações. Foto: Duarte Sá/Reuters

 

Ramos pediu aos madeirense que permaneçam em suas casas para não dificultarem os trabalhos de resgate, que contarão com o apoio de equipes especiais enviadas à ilha, como mergulhadores, membros do Instituto de Medicina Legal e efetivos da Guarda Nacional Republicanas com cães de resgate.

 

A Autoridade Nacional de Proteção Civil explicou que o objetivo das equipes é "apoiar as operações de socorro em curso na ilha, depois do temporal que atingiu o arquipélago".

 

A fragata Corte-Real partiu na noite de sábado para domingo à ilha com equipes das Forças Armadas.

 

Equipes de resgate ainda procuram corpos abaixo de escombros nas ruas de Madeira. Foto; Duarte Sá/Reuters

 

A Marinha portuguesa informou que o navio leva a bordo helicópteros, uma equipe médica e material de ajuda para catástrofes.

 

O primeiro-ministro português, José Sócrates, ofereceu nesta madrugads "toda a ajuda que o governo local necessite para que Madeira possa iniciar imediatamente os trabalhos de recuperação".

 

Sócrates, que foi à ilha, explicou que combinou com o governo do arquipélago "duas coisas, aquilo em que já podemos ajudar para responder às situações de emergência, e manter o diálogo para definir o quadro geral de ajuda a região como resposta a situação".

 

Apesar das perdas ainda não terem sido calculadas, o presidente da região autônoma de Madeira, Alberto João Jardim, anunciou que pedirá a União Europeia para enfrentar a situação.

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