Terremoto na Grécia deixa ao menos 2 mortos e 120 feridos

Vários habitantes afirmam que vão passar a noite na rua, já que sismólogos gregos previram várias réplicas

Agências internacionais,

08 de junho de 2008 | 10h50

Pelo menos duas pessoas morreram e 120 ficaram feridas no terremoto de 6,5 graus na escala Richter que sacudiu neste domingo, 8, a península do Peloponeso, no sudoeste da Grécia, informaram as autoridades gregas.   Veja também: Tremor de 5,3 graus sacode região central das Filipinas   As vítimas são um homem de 56 anos e uma idosa de 88. A senhora ficou ferida com o desabamento de sua casa e chegou a ser socorrida, mas não resistiu.   Segundo as autoridades, a maioria das pessoas hospitalizadas tinha apenas escoriações e hematomas. O Ministério do Turismo informou que não há relato de estrageiros feridos e que não houve danos aos hotéis.   O ministro de Interior grego, Prokopis Pavlopulos, disse que o tremor derrubou 50 imóveis em diversas localidades da região e que "os danos foram limitados" levando-se em conta a magnitude do abalo.   O terremoto, registrado às 15h25 (hora local), aconteceu quase um ano depois dos devastadores incêndios florestais que deixaram mais de 60 mortos na região do Peloponeso.   Segundo as autoridades, as áreas mais afetadas foram as das prefeituras de Achaia e de Ilias, embora o forte tremor tenha sido sentido com grande intensidade em diversos pontos do país, inclusive em localidades a mais de 800 quilômetros do epicentro.   Os centros sismológicos gregos disseram que o primeiro local a sentir o tremor foi Andravida, 65 quilômetros a sudoeste do porto de Patras, onde fica uma falha geológica que se estende do Mar Jônico até o norte do Mar Egeu, passando pelo sul do Peloponeso.   O povoado de Antiga Olímpia, berço dos Jogos Olímpicos da antigüidade, também foi sacudido pelo terremoto, depois de ter tido grande parte de seu sítio arqueológico e de sua vegetação destruídos os incêndios de julho de 2007.   Georgos Aidonis, prefeito de Olímpia, declarou ao canal estatal "NET" que o terremoto "semeou o pânico e a preocupação" entre os habitantes da localidade, que ainda se recupera dos trágicos eventos do último verão grego.   O político também disse que "o Museu Arqueológico e lojas da cidade, especialmente as turísticas com objetos de cerâmica", sofreram danos por causa do tremor.   Por sua vez, Yanis Papandreu, prefeito de Andravida, epicentro do terremoto, disse à televisão que "nunca tinha vivido tal coisa" em seus 65 anos de vida, mas que, "felizmente, só há pessoas levemente feridas", em sua maioria por causa "do pânico".   No povoado vizinho de Kato Achaia, vários imóveis desabaram, a maioria antigos. O mesmo aconteceu em outras localidades próximas.   Os hospitais locais estão atendendo os feridos, alguns dos quais tiveram que ser operados, informaram as autoridades. No porto de Patras, um dos maiores centros urbanos da Grécia, muita gente passava a tarde nas praças e espaços abertos da cidade.   Vários habitantes disseram que vão passar a noite na rua, já que sismólogos previram várias réplicas. "Vamos certamente ter mais réplicas, que é um fenômeno natural, mas as pessoas não devem ficar em pânico e deveriam ouvir as autoridades locais", disse o diretor do  Instituto Geodinâmico de Atenas, Gerassimos Papadopoulos.   O aeroporto militar de Andravida, cuja torre de  controle sofreu danos e que teve que suspender suas operações, já reabriu para receber vôos  com material de ajuda para os desabrigados e engenheiros para avaliar o estado das casas. A estrada que liga Patras a Atenas foi interditada depois de um breve deslizamento de terra causado pelo terremoto.   Matéria atualizada às 17h10

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