'Terroristas' alemães recebiam ordens do Paquistão, diz revista

Dois alemães e um turco convertidos ao islamismo pretendiam realizar ataques suicidas no país

Efe,

08 de setembro de 2007 | 16h48

Os três supostos terroristas presos na semana passada na Alemanha em meio a preparativos para perpetrar um ou mais atentados no país recebiam ordens vindas do Paquistão, assegura a revista Der Spiegel em sua edição da próxima semana.  Segundo a publicação, os dois alemães convertidos ao islamismo e seu cúmplice turco teriam recebido no final de agosto a ordem concreta de cometer um atentado nas duas semanas seguintes. Outros meios de comunicação, citando fontes não identificadas supostamente próximas aos organismos de segurança, reconstituíram toda a trajetória dos três detidos. O diário Die Welt sustenta que os três homens retornaram à Alemanha com a missão de realizar atentados após terem estado em um campo de treinamento militar no norte do Paquistão. Segundo a revista Focus, o grupo manteve comunicação permanente com seus cúmplices no Paquistão usando telefones públicos distantes de suas residências e também por meio de e-mails deixados em sites na internet. Enquanto isso, o Ministério Público alemão confirmou que os supostos terroristas compraram três carros na França, mas não deram certeza com relação à informação da revista Focus, que disse que os três veículos seriam utilizados como carros-bomba. Vários meios de comunicação concordam em dizer que os atentados seriam perpetrados até este mês, no máximo. Tal raciocínio sustenta a hipótese segundo a qual o plano dos três era de criar uma espécie de 11 de setembro alemão que coincidisse com o aniversário dos atentados de Nova York e de Washington. O diário Der Tagesspiegel garante que a escolha da Alemanha como alvo dos atentados foi feita por razões de "prestígio".  Ainda não ocorreu nenhum atentado islâmico de grandes proporções na Alemanha, motivo pelo qual um ataque em solo alemão seria um golpe de "prestígio" dentro do mundo do radicalismo muçulmano. O ministro do Interior da Bavária, Günther Beckstein, disse que 50 pessoas estavam sob observação devido aos contatos mantidos com os três presos. No entanto, o Ministério Público garante que até o momento existe uma lista de sete suspeitos, além dos trêsdetidos. Da lista de sete pessoas, duas só são conhecidas por seus apelidos e provavelmente são os contatos do grupo no Paquistão.

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