Texto do Tratado de Lisboa não será alterado, diz França

República Checa havia pedido a inclusão de 'notas de rodapé' na seção de direitos fundamentais

Reuters,

08 de outubro de 2009 | 15h46

A União Europeia não vai mudar o tratado de reforma geral de Lisboa de acordo com os pedidos do presidente da República Checa, Vaclav Klaus, disse nesta quinta-feira, 8, o ministro de Exteriores da França, Bernard Kouchner.

 

Kouchner também acusou Klaus de "inventar dificuldades" para a adesão ao tratado, que concederia ao bloco a presidência não rotativa e poder de decisão aos ministros de Exterior dos países membros. "Não vamos mudar o Tratado de Lisboa, ele foi aprovado pelo Parlamento e pelo Senado da República Checa nos termos atuais que todos os outros 27 países (da União Europeia) aceitaram", disse o ministro francês.

 

"Não tenho dúvidas de que o presidente Klaus vai inventar ainda mais dificuldades, mas acho que o povo checo aceita o que seus representantes votaram, para o que eles disseram sim sem que qualquer palavra fosse mudada, e que isso o influenciará para que o documento finalmente entre em vigor", finalizou.

 

Klaus criou um novo obstáculo para ratificar o Tratado ao pedir ao atual presidente do bloco, a Suécia, que seu país desejava uma nota de rodapé no documento antes de aceitá-lo. O primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, afirmou que as mudanças solicitadas diziam respeito à seção de direitos fundamentais, mas não deu mais detalhes.

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