Tocha olímpica chega a Londres cercada de polêmica

São esperados novos protestos contra as medidas adotadas pela China no Tibete

Efe

05 de abril de 2008 | 17h25

A tocha olímpica chegará a Londres na noite deste sábado, 5, vinda da cidade russa de São Petersburgo, e deve encontrar protestos contra a política chinesa em relação ao Tibete. O fogo deve percorrer dez bairros da capital inglesa e será carregado por 80 pessoas, como Theo Walcott, atacante do Arsenal, e o ex-tenista Tim Henman. São esperados novos protestos contra as medidas adotadas pela China no Tibete e a Polícia Metropolitana de Londres vai enviar um efetivo de 2.000 homens para fazer a segurança do evento. Um porta-voz da Scotland Yard afirmou que cerca de 500 pessoas devem participar das manifestações. Matt Whitticase, porta-voz do grupo Free Tibet, afirmou à emissora inglesa BBC que está insatisfeito com a postura do Governo chinês. "O que mais nos preocupa é que a China fala de valores olímpicos e de uma viagem harmônica com a tocha enquanto está matando no Tibete", afirmou Whitticase, em referência aos últimos conflitos na região tibetana de Garze. Segundo o Free Tibet, sediado em Londres, a Polícia atirou contra 370 monges budistas do mosteiro de Tonkhor e outros 400 tibetanos que realizavam um protesto. A organização afirma que oito tibetanos morreram. Whitticase lamentou que Gordon Brown, primeiro-ministro do Reino Unido, tenha confirmado sua presença na cerimônia de boas-vindas à tocha olímpica na sua residência oficial de Downing Street. Brown disse que qualquer tipo de violência na China é condenável e pediu mais diálogo da China com os países que apóiam o Dalai Lama. O primeiro-ministro lembrou que Dalai Lama não quer que os países boicotem os Jogos e confirmou sua presença no evento. A tocha olímpica viajará por 21 cidades de cinco continentes e passará por todas as províncias chinesas antes de retornar a Pequim para o início dos Jogos Olímpicos.

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