Tony Blair lamenta morte de soldados britânicos

Premiê que deixa cargo hoje, dirige-se ao Parlamento em meio a protestos contra a guerra do Iraque

Agências internacionais, Agencia Estado

27 Junho 2007 | 14h43

Em sua última sessão no Parlamento, o premiê Tony Blair lamentou pelos perigos que os soldados britânicos no Iraque e no Afeganistão estão sujeitos e apresentou condolências aos familiares das vítimas dos conflitos. Ele declarou ainda que o Reino Unido vai retirar mais soldados do Iraque nas próximas semanas. O premiê, que apresenta nesta quarta a renúncia à rainha Elizabeth II, rendeu um tributo aos soldados destacados nos dois países. "Independentemente dos pontos de vista que o povo possa ter sobre minhas decisões, acho que só existe uma opinião que se pode ter deles: são os mais valentes e os melhores", acrescentou Blair, que se negou mais uma vez a fixar um calendário de retirada das tropas no Iraque. Blair disse que o número de soldados será reduzido de 7.000 para 5.000. "Assim, nas próximas semanas, seremos capazes de completar os avanços de uma retirada gradual, e diminuir ainda mais o número", disse. "Mas isso depende da segurança e das circunstâncias", acrescentou. Para o primeiro-ministro, os insurgentes combatidos pelas tropas da coalizão no Iraque são apoiados por elementos do regime iraniano ou pela Al-Qaeda, e disse que a única forma de derrotá-los é enfrentá-los. O ministro da Defesa britânico disse que não há planos para o corte de 500 soldados, embora tenha reconhecido que existe a possibilidade, já que nas próximas semanas, uma base em Basra será transferida para forças locais. Protestos O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, saiu de sua residência oficial do número 10 de Downing Street rumo ao Parlamento em meio a protestos de manifestantes contrários à guerra do Iraque. No trajeto, várias pessoas que tiveram o acesso à rua permitido gritaram palavras de ordem contra a Guerra do Iraque. Entre os manifestantes havia familiares de soldados britânicos mortos no país. Rose Gentle, cujo filho Gordon morreu em Basra, no sul do Iraque, há três anos, disse que Blair tinha que ter saído há tempos."Achamos que tinha que ter ido há muito tempo e estamos aqui para pedir a Gordon Brown que mude sua política e retire as pessoas do Iraque", afirmou Gentle. "Meus sentimentos são tão fortes em relação a Tony Blair que para mim é difícil descrever o ódio que sinto por este homem", acrescentou. Regalias Mesmo fora do poder, o político britânico terá direito a um automóvel oficial e 24 horas por dia de segurança. Sua aposentadoria de primeiro-ministro será de 64 mil libras por ano, cerca de R$ 256 mil. Também receberá 87 mil libras, aproximadamente R$ 348 mil, por ano para financiar seu escritório de ex-chefe de governo. Durante a manhã, vários caminhões já começaram a fazer a mudança de Blair da residência oficial. Matéria ampliada às 10h03.

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