Trabalhadores gregos planejam primeira greve sob o novo governo

Trabalhadores do setor privado da Grécia realizarão no dia 1o de dezembro a primeira grande greve desde que o novo governo assumiu o poder, indicando que os sindicatos dos trabalhadores não amenizarão sua posição contra as políticas de austeridade sob a nova coalizão.

REUTERS

22 de novembro de 2011 | 11h22

O GSEE, a central sindical do país que representa cerca de 2,5 milhões de trabalhadores do setor privado, convocou a greve de 24 horas nesta terça-feira para protestar contra o orçamento de 2012, que deve ser levado à aprovação do Parlamento em 7 de dezembro.

"A greve é contra esse orçamento de austeridade e cortes em gastos sociais", disse o porta-voz do GSEE, Stathis Anestis.

A aprovação das medidas de austeridade no orçamento de 2012 é uma das condições para que o país receba o pacote de ajuda de 130 bilhões de euros dos credores internacionais.

O sindicato do setor público ADEDY, que representa cerca de 500 mil funcionários públicos, decidirá ainda nesta terça-feira se irá aderir à greve.

O orçamento de 2012 inclui uma série de aumentos nos impostos e cortes nos gastos para garantir que o déficit orçamentário caia para ao menos 6,7 por cento do PIB no próximo ano, em comparação aos 9 por cento em 2011.

Os dois maiores partidos da Grécia, o socialista PASOK e o conservador Nova Democracia, disseram que irão apoiar o orçamento.

O governo de coalizão liderado pelo ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos, que assumiu o cargo no começo deste mês, apresentou o orçamento na semana passada.

(Reportagem de Harry Papachristou)

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