Trabalhistas admitem estudar substituição de Gordon Brown

Primeiro-ministro britânico enfrenta um dos piores índices de aprovação de um líder trabalhista em décadas

da Redação

27 de julho de 2008 | 16h24

Membros do Partido Trabalhista, incluindo ex-ministros, admitem uma eventual "substituição" do primeiro-ministro britanico, Gordon Brown, segundo informa a BBC, devido ao baixo índice de popularidade.   A deputada Harriet Harman disse que o partido estava interessado em conduzir o país, não tramar contra o primeiro-ministro. " A experiência dele como chanceler nos mostrou que ele seria a melhor pessoa para conduzir o país em meio a crises", disse.   O Partido Trabalhista, do primeiro-ministro, sofreu mais uma forte derrota no mês passado, nas eleições suplementares de um condado do sul da Inglaterra. O chefe de governo teve de esperar o fim dos dez anos do governo Tony Blair para conseguir concretizar o objetivo de se tornar premiê britânico. Um ano após substitui-lo, porém, Brown enfrenta um dos piores índices de aprovação de um líder trabalhista em décadas.   Gordon Brown assumiu o governo em 27 de junho do ano passado após dez anos de governo Tony Blair, prometendo mudanças para o povo britânico. Inicialmente, seus índices de aprovação eram altos. Ele chegou a cogitar a convocação de uma eleição geral para que o povo o confirmasse no cargo, já que ele assumiu a vaga de primeiro-ministro devido à renúncia de Blair. No entanto, Brown descartou a convocação, o que acabou afetando sua popularidade.   Até sua reputação como competente administrador da economia britânica foi afetada. Durante os anos Blair, Brown era considerado um dos principais líderes em um período de forte crescimento da economia britânica.   No entanto, no último ano, a economia britânica sofreu duros revezes - em parte devido a fatores internacionais que estão fora do controle do governo, como a alta internacional do preço dos combustíveis e dos alimentos. Brown foi criticado por medidas impopulares de reforma fiscal que afetaram a parcela mais pobre da população. Ainda faltam quase dois anos para a convocação obrigatória de novas eleições gerais e, até agora, o Partido Trabalhista não apresentou nenhuma liderança alternativa a Brown.

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