Tratado nuclear EUA-Rússia vence à noite, mas diálogo continua

Acordo firmado em 1991 prevê a redução mútua do Arsenal dos dois países, mas deve demorar a ser renovado

Agência Estado e Associated Press,

04 de dezembro de 2009 | 14h53

Um tratado de controle de armas nucleares da época da Guerra Fria entre os EUA e Rússia vence nesta sexta-feira, 4, mas as principais cláusulas ainda devem continuar em vigor, enquanto negociadores trabalham nos detalhes finais do tratado que vai substituir.

 

Nem os EUA nem a Rússia preveem problemas de segurança depois do vencimento do Tratado Estratégico de Redução de Armas (START, na sigla em inglês). Negociadores haviam desistido há meses de ratificar e colocar um novo acordo em vigor antes do vencimento, às 22 horas (de Brasília).

 

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia disse em comunicado que o trabalho na preparação de um novo acordo para ser assinado está quase concluído. O ministério afirmou que o novo tratado se tornaria "outro marco no desarmamento e não-proliferação e marca um movimento rumo a um grau maior de cooperação entre Rússia e EUA".

 

A ratificação de um novo acordo pelo Congresso americano e a Duma russa provavelmente vai demorar meses. O presidente dos EUA, Barack Obama, e o colega russo, Dmitri Medvedev, inicialmente haviam definido a data do vencimento como meta para conclusão das negociações.

 

O tratado START, assinado pelo presidente soviético Mikhail Gorbachev e pelo presidente George H. W. Bush em 1991, exigia que cada país cortasse as ogivas nucleares em pelo menos um quarto, para cerca de 6 mil, e implementasse procedimentos para verificar que cada parte estava cumprindo o acordo.

 

A base legal para os procedimentos, incluindo inspeções de instalações nucleares, também vence nesta sexta. Os dois lados devem permitir que cada um continue com os procedimento até que um novo acordo entre em vigor.

 

O Departamento de Estado disse esta semana que acredita que os dois lados podem manter alguns dos procedimentos de verificação por meio de um acordo político informar que não tenha ligação legal.

 

Enquanto isso, os negociadores ainda discutem sobre os procedimentos de verificação do novo tratado, que se tornaram o obstáculo final que impede um acordo.

 

O governo Obama gostaria de uma conclusão rápida para demonstrar uma melhora nas relações EUA-Rússia e para ganhar força para outros objetivos de controle de armas e não-proliferação. Washington também busca cooperação em questões que incluem conter as ambições nucleares do Irã. Entretanto, a Rússia tem menos incentivos para um acordo imediata.

 

Em julho, Obama e Medvedev concordaram durante encontro em Moscou para cortar o número de ogivas nucleares que cada um possui entre 1.500 e 1.675 dentro de sete anos, como parte de um novo tratado amplo.

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