Travessia de africanos ilegais para Espanha deixa 15 mortos

Entre as vítimas estão nove crianças; balsa levava 48 pessoas, e sobreviventes lançaram cadáveres ao mar

Efe,

10 de julho de 2008 | 09h12

Quinze imigrantes africanos, entre eles nove crianças de quatro meses a quatro anos de idade, morreram tentando chegar à Espanha em uma balsa, informou nesta quinta-feira, 10, um porta-voz do serviço de Salvamento Marítimo espanhol. Mais de 30 pessoas foram resgatadas.    Quatorze das vítimas morreram na travessia que separa a África da Espanha, e outra ocupante, resgatada com vida pelo serviço marítimo da Guarda Civil espanhola, perdeu a vida quando era encaminhada à cidade de Almería. Viajavam 48 pessoas na balsa, e os sobreviventes lançaram ao mar os corpos sem vida dos imigrantes, segundo seus próprios testemunhos.   A metade dos resgatados está com "um estado de saúde deteriorado", informou um porta-voz da Guarda Civil espanhola. Dos 33 resgatados, quatro estão em estado grave. Ao chegar a Almería, as equipes de salvamento tiveram que carregar em seus braços a maioria dos resgatados, que já não conseguiam se manter de pé.   As buscas pela embarcação, que zarpou há pelo menos cinco dias de um ponto do norte da África, começaram na noite de quarta, e as autoridades só acharam o grupo depois que a tripulação de um veleiro repassou a posição exata dele. Uma lancha da Guarda-Costeira avistou a balsa, cujo motor havia enguiçado, e iniciou o resgate dos imigrantes.   Entre os 33 sobreviventes estão 19 homens, 13 mulheres - pelo menos três delas grávidas - e uma criança, a única das que iniciaram a travessia que conseguiu sobreviver.

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