Tremor na Itália deixou 100 mil desabrigados, diz prefeito

Entre 10.000 e 15.000 casas foram destruídas, afirmam autoridades; 60 já foram resgados dos escombros

Agências internacionais,

06 de abril de 2009 | 19h35

O prefeito da cidade italiana de Áquila disse nesta segunda-feira, 6, que cerca de 100 mil pessoas perderam suas casas com o terremoto que já deixou 150 mortos e outros 1,5 mil feridos. De acordo com as autoridades, entre 10.000 e 15.000 residências foram danificadas ou totalmente destruídas.

 

Milhares de italianos passam a noite em tendas montadas pelas autoridades. Foto: AP

 

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As buscas por sobreviventes seguem intensas. Sessenta pessoas foram resgatadas com vida dos escombros desde a madrugada, segundo balanço provisório das forças de resgate italianas. Os desabrigados estão sendo realocados em hotéis do litoral ou em tendas de campanha distribuídas na região.

 

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, aconselhou às pessoas da região de Abruzzo, no centro da Itália, que não durmam em suas casas. "Esta noite, e se for possível as seguintes dos próximos dias, não durmam em vossas casas. Pode ser perigoso", afirmou, em alusão a possíveis réplicas do terremoto, no programa "Porta a Porta" da emissora de televisão RAI-1.

 

No entanto, e apesar de o governo falar em 5 mil tendas de campanha e 5 mil quartos nos hotéis do litoral, a Agência Efe informou que na capital de Abruzzo, Áquila, muitas pessoas permanecem sob chuva e com baixas temperaturas sem serem realocadas.

 

Nos três ginásios poliesportivos de Áquila, onde a polícia e a Defesa Civil dividem cobertores e tendas de campanha, há filas para entrar nos alojamentos improvisados e muitas pessoas estão fora de suas casas desde a madrugada. Enquanto isso na cidade, os bombeiros conseguiram resgatar com vida uma jovem de 21 anos dos escombros na rua Sant' Andrea, pouco depois de se confirmar a morte da abadessa do convento de San Amico no centro histórico de Áquila.

 

As equipes de resgate ainda trabalham contra o relógio para resgatar um estudante de 24 anos, que permanece sob os escombros de uma casa de quatro andares há 20 horas e que, no momento do terremoto, se escondeu sob a cama, o que, por enquanto, lhe salvou a vida.

 

O ministro do Interior, Roberto Maroni, afirmou que as equipes continuarão escavando sob os escombros "até ter a certeza de que não há mais ninguém com vida". Maroni confirmou o pedido prévio de Berlusconi do envio de 1.200 bombeiros e 1.000 soldados ao local "que serão mobilizados já amanhã."

 

AJUDA

 

O governo dos Estados Unidos anunciou que doará US$ 50 mil em ajuda de emergência para os desabrigados pelo terremoto, que atingiu de 5,8 graus na escala Richter. O porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Robert Wood, enviou as condolências do governo americano às vítimas e anunciou que a embaixada dos Estados Unidos em Roma "proporcionará US$ 50 mil em ajuda de emergência."

 

"O governo da Itália nos disse que não precisa outro tipo de assistência, como equipes de resgate", disse Wood à imprensa. O porta-voz assinalou que a embaixada americana entrou em contato com as autoridades italianas para ter informação constante sobre a situação.

 

O escritório diplomático também contatou os americanos que vivem na região e, por enquanto, não há nenhuma notícia de que algum deles tenha ficado ferido. O presidente americano, Barack Obama, que se encontra na Turquia, último ponto de sua viagem europeia, expressou sua dor pelas vítimas e enviou sua solidariedade às autoridades italianas.

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