Três homens-bomba realizam ataque na Chechênia, diz polícia

Três homens-bomba foram responsáveis pela morte de ao menos nove pessoas na capital da região da Chechênia, na Rússia, disse uma fonte policial na província do Cáucaso do Norte nesta quarta-feira.

REUTERS

31 de agosto de 2011 | 07h43

O ataque da noite de terça-feira próximo ao prédio do Parlamento da Chechênia foi um dos ataques mais violentos nos últimos anos em Grozny. A cidade foi reconstruída por um governo apoiado pelo Kremlin depois de duas guerras pós-soviéticas contra rebeldes separatistas.

O ataque minou os esforços do líder checheno Ramzan Kadyrov em retratar a província como uma ilha de segurança no Norte do Cáucaso, onde a insurgência islâmica, com origem nas guerras da Chechênia, se espalhou para as províncias muçulmanas vizinhas.

Um suicida se explodiu em um posto policial a cerca de 150 metros do complexo parlamentar, matando dois policiais, disse uma fonte do Ministério do Interior.

Outros dois acionaram seus explosivos cerca de 20 minutos depois, quando policiais e equipes de emergência corriam para o local, disse um policial -- tática frequentemente usada por militantes no Cáucaso do Norte.

Sete policiais, um membro da equipe de emergência e um civil morreram, disse nesta quarta-feira o ministro do Interior, Rashid Nurgaliyev, segundo agências de notícias russas. Segundo ele, 22 pessoas estavam no hospital, seis em estado grave.

O ataque ocorreu durante as celebrações do fim do mês sagrado muçulmano do Ramadã.

O incidente ressaltou a persistente insurgência islâmica que Kadyrov às vezes retrata como estando próximo do colapso, uma década depois que forças russas afastaram os separatistas do poder na segunda guerra da Chechênia, desde 1994.

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