Tribunal da Itália diz que Amanda Knox matou colega de quarto após discussão

O tribunal italiano que considerou a estudante norte-americana Amanda Knox culpada de assassinato em janeiro, afirmou nesta terça-feira que ela matou sua colega de quarto britânica por causa de uma discussão doméstica, e não durante um jogo sexual, e que ela mesma tinha empunhado a faca.

Reuters

29 de abril de 2014 | 20h46

Amanda passou quatro anos em uma prisão italiana após um tribunal considerar que ela e seu então namorado, Raffaele Sollecito, haviam assassinado a estudante britânica Meredith Kercher, de 21 anos, em 2007.

Essa condenação foi anulada em um recurso e Amanda retornou aos Estados Unidos em 2011, mas ambos foram declarados culpados novamente em um novo julgamento do recurso.

Amanda e Sollecito tentam proclamar a sua inocência. Eles estão apelando de novo, e Amanda disse que não vai voltar voluntariamente para a Itália para cumprir o resto de sua sentença de mais de 28 anos.

Uma terceira pessoa, o marfinense Rudy Guede, que foi julgado separadamente, está cumprindo uma sentença de 16 anos por sua participação no assassinato de Meredith na cidade universitária de Perugia.

Na sua longa explicação sobre o veredicto de janeiro, o tribunal de Florença afirmou que a teoria inicialmente utilizada para condenar o casal - que havia matado Meredith em um jogo sexual que deu errado - não era plausível.

Não era "digno de crédito que os quatro jovens começassem a atividade sexual em grupo e que Meredith Kercher depois, de repente, já não quisesse prosseguir", disse o tribunal nas "motivações" para a sua decisão, um documento comumente emitido por um tribunal italiano muitas semanas após o seu veredicto.

"Esta hipótese não é compatível com a personalidade da menina britânica", disse.

Em vez disso, o assassinato ocorreu porque Meredith e Amanda não tinham um bom relacionamento e tiveram uma discussão sobre questões da divisão do apartamento em uma noite em que Amanda e Sollecito tinham tomado drogas, o que levou a uma escalada da situação, disse a corte.

(Reportagem de Silvia Ognibene)

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