Turquia busca solução diplomática para crise no norte do Iraque

Presidente iraquiano diz que rebeldes interromperão ações na noite desta segunda-feira

REUTERS

22 de outubro de 2007 | 11h56

A Turquia usará todos os canais diplomáticos para resolver a crise envolvendo rebeldes curdos no norte do Iraque antes de lançar uma operação militar, disse nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores turco, Ali Babacan, segundo a CNN turca.  Veja também: Turquia busca solução diplomática para criseEntenda o conflito entre turcos e curdos  ''Turquia tem direito de defender-se''   Turquia pode ignorar apelos e lançar ofensiva "Tentaremos todos os meios diplomáticos antes de realizar qualquer operação militar", afirmou Babacan. As declarações foram exibidas pela CNN e outras TVs da Turquia durante uma visita dele ao Kuweit. Ainda segundo a TV turca, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, afirmou que os rebeldes interromperão suas ações na noite de segunda-feira. Não há outros detalhes sobre os comentários do presidente. Os Estados Unidos, preocupados com a possibilidade de uma ofensiva desestabilizar a área, declararam que estão comprometidos a trabalhar com a Turquia e o Iraque para resolver a questão dos rebeldes curdos, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe. No domingo, combates travados com rebeldes curdos perto da fronteira com o Iraque mataram ao menos 12 militares turcos. Além disso, nesta segunda a Turquia disse que oito de seus soldados estão desaparecidos. De acordo com o gabinete turco, 34 rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) também foram mortos nos conflitos, dois a mais que uma cifra divulgada anteriormente. A agência de notícias Firat, pró-PKK, afirmou que oito soldados turcos foram capturados -- a agência divulgou o nome de sete deles --, mas a Turquia negou. O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, declarou no domingo esperar que os EUA realizem manobras "imediatas" para reprimir o PKK, que conta com bases no norte do Iraque. Antecipando uma eventual incursão militar, a Turquia enviou para a região da fronteira com o Iraque até 100 mil soldados, que recebem apoio de tanques, de caças F-16 e de helicópteros de ataque. Os EUA e o Iraque pediram à Turquia que não realize uma operação militar na região curda do norte iraquiano, em grande parte autônoma e uma das poucas áreas relativamente estáveis do país depois da invasão liderada pelos norte-americanos, em 2003. A Turquia estima que 3.000 rebeldes do PKK estão do outro lado da fronteira, e uma série recente de ataques contra as forças turcas fez aumentarem as pressões sobre Erdogan para que tome alguma medida.

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