Turquia contesta oposição de Sarkozy à adesão turca à UE

O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, pretende aproveitar a visita desta sexta-feira do presidente da França, Nicolas Sarkozy, ao país para confrontá-lo por sua oposição à adesão da Turquia à União Europeia

REUTERS

25 de fevereiro de 2011 | 09h31

"Alertamos bastante Sarkozy a esse respeito. Dissemos que a forma da sua abordagem à Turquia foi muito errada", disse Erdogan em entrevista exibida na quinta-feira pela emissora ATV.

"E vamos pedir isso a ele amanhã. Diremos: olhe, você fez tais e tais declarações novamente, mas diz coisas diferentes para mim", afirmou Erdogan.

A adesão da Turquia à UE ainda parece muito distante. Dos 35 "capítulos" - temas de negociação - apenas 1 foi concluído, 12 estão sob discussão, e 18 foram congelados por causa da oposição da França, de Chipre e de outros países do bloco.

Sarkozy nunca esteve na Turquia desde sua posse como presidente, em 2007, e as autoridades francesas disseram que ele irá desta vez na qualidade de presidente do G20, para discutir questões relacionadas a esse bloco econômico e ao Oriente Médio - a adesão turca à UE, portanto, estaria fora da pauta.

Erdogan disse que as relações franco-turcas - inclusive um comércio bilateral de 12 bilhões de euros em 2010, além de grandes investimentos franceses na Turquia - justificavam uma visita que fosse além das poucas horas reservadas por Sarkozy.

Em entrevista publicada nesta sexta-feira em um jornal turco, Sarkozy reiterou sua oposição à adesão do país à UE. Disse que preferia ter a Turquia como um parceiro privilegiado, em razão de seu papel como país populoso e como ponte entre o Ocidente e o Oriente.

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