Turquia deve aprovar ação militar no Iraque nesta quarta

Governo conta com grande maioria no Parlamento e o apoio da oposição no combate aos rebeldes curdos

Reuters e Associated Press,

17 de outubro de 2007 | 08h11

O Parlamento da Turquia deve dar sinal verde nesta quarta-feira, 17, para que o Exército do país realize uma incursão no norte do Iraque para combater rebeldes curdos abrigados na região.  Veja também: Entenda o conflito entre turcos e curdos no norte do Iraque  Democratas retiram apoio ao projeto sobre genocídio armênio Líderes iraquianos intensificaram uma corrida diplomática para atentar evitar um ataque. Os Estados Unidos, aliados da Turquia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), também se opõem veementemente a qualquer ação, temendo que isso desestabilize a parte mais pacífica do Iraque e possivelmente outras áreas e que vizinhos, como Irã, acabem intervindo. O Parlamento deve aprovar o pedido do gabinete do premiê com ampla maioria, após um debate aberto que se inicia às 10 horas (horário de Brasília). O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, minimizou as chances de um ataque iminente, mas a votação do Parlamento dará ao segundo maior Exército da Otan passe livre para atravessar a montanhosa fronteira entre os dois países quando quiser. A Turquia afirma ter perdido a paciência para lidar com os rebeldes curdos, que seriam os responsáveis pela morte de 15 soldados turcos nas últimas duas semanas. Segundo Ancara, os militantes estariam baseados no norte do Iraque, onde teriam transito livre para se organizar. Temendo os efeitos de uma eventual escalada no conflito, o governo iraquiano enviou o vice-presidente Tareq Hashemi ao país vizinho nesta terça-feira. Depois de se reunir membros do gabinete turco em Ancara, o Hashimi expressou sua esperança de convencer as autoridades turcas para que tratem do problema do PKK em conjunto e por meio de diálogo. "O objetivo principal é dar uma chance à diplomacia nesta situação tão crítica", disse o líder à imprensa. Em declarações após o encontro com políticos turcos, Hashimi reiterou que Bagdá considera o PKK uma organização terrorista e disse que "os governos iraquiano e turco podem resolver seus problemas com um acordo conjunto", acrescentando que uma possível solução trará benefícios para os dois países.

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