Turquia e Armênia traçam 'Mapa do Caminho' para reatar laços

Turquia e Armênia acertaram um "Mapa do Caminho" para normalizar os laços entre os países após quase um século de hostilidades, uma medida que pode melhorar as relações da Turquia com a União Europeia e os Estados Unidos, mas pode decepcionar um aliado, o Azerbaijão.

THOMAS GROVE, REUTERS

23 de abril de 2009 | 12h48

O acordo, fechado semanas depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, ter pedido para a Turquia resolver a questão, vem na véspera das solenidades em memória aos assassinatos em massa de armênios pelos turcos otomanos em 1915.

Os dois Estados mantêm, desde o ano passado, negociações para restaurar seus laços, o que pode significar uma reabertura da fronteira, fechada em 1993.

"As duas partes alcançaram progressos tangíveis e entendimento mútuo desse processo e acertaram uma estrutura compreensiva para a normalização das relações bilaterais", afirmaram os Ministérios das Relações Exteriores de ambos os países no final da quarta-feira, sem fornecer mais detalhes.

Os anos de impasse isolaram a Armênia e obstruíram os esforços da Turquia de se juntar à União Europeia.

A Turquia fechou sua fronteira com a Armênia em 1993, em solidariedade ao aliado muçulmano Azerbaijão, que estava combatendo separatistas apoiados pelos armênios na região de Nagorno-Karabakh.

Os países não disseram como vão resolver a disputa sobre as mortes de 1915, que prejudicaram os laços entre as nações. A Turquia aceita que muitos cristãos armênios foram mortos por turcos otomanos, mas nega que houve até 1,5 milhão de vítimas no genocídio.

Washington recebeu positivamente o plano de reaproximação e exortou os governos a normalizarem os laços "dentro de um cronograma razoável".

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