Turquia e FMI fazem acordo de dois anos, diz premiê

O Fundo Monetário Internacional aceitou as condições solicitadas pelo governo da Turquia, e as duas partes agora devem formalizar um acordo para o fornecimento de crédito ao país, disse o primeiro-ministro Tayyip Erdogan, segundo a edição de quinta-feira do jornal Milliyet.

SELCUK GOKOLUK, REUTERS

31 de dezembro de 2009 | 10h24

Os mercados financeiros turcos clamavam por esse acordo, já que o contrato anterior, que previa empréstimos de 10 bilhões de dólares, expirou em maio de 2008. Erdogan vinha desde então rejeitando algumas exigências do FMI.

"As condições da Turquia foram aceitas", disse Erdogan na noite de quarta-feira à direção do seu partido AK, segundo o jornal.

De acordo com ele, o FMI queria um acordo de três anos, mas o governo turco insistiu em dois anos. Fontes do partido AK disseram ao jornal que o acordo deve ser firmado em janeiro.

Os mercados esperavam um acordo de três anos e até 50 bilhões de dólares.

"Acordos de emergência foram assinados no passado com o FMI por causa da necessidade de fundos, mas agora tivemos nossas condições aceitas", disse Erdogan, segundo o Milliyet.

O escritório do FMI em Ancara ainda não se manifestou.

O principal índice da Bolsa local chegou atingir nesta quinta-feira o maior valor no ano.

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