Turquia estende ordem para combater curdos no norte do Iraque

O Parlamento turco estendeu nesta terça-feira por um ano a ordem que permite aos seus militares atacar rebeldes separatistas curdos sediados no norte do Iraque.

REUTERS

06 de outubro de 2009 | 20h10

O gesto muito aguardado coincide com uma iniciativa do governo turco de reforçar os direitos da minoria curda na Turquia para encerrar um conflito armado de 25 anos.

Caças turcos realizaram uma série de ataques a alvos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do vizinho Iraque desde outubro de 2007, e em fevereiro de 2008 os militares enviaram forças terrestres através da fronteira para combater o grupo.

Acredita-se que as operações, apoiadas pela inteligência dos Estados Unidos, enfraqueceram o PKK, que usou suas bases no norte iraquiano para lançar ataques contra a Turquia como parte de uma campanha por um território curdo autônomo no sudeste turco.

O comandante do PKK, Murat Karayilan, disse em comunicado que a decisão foi um revés para a paz no sudeste da Turquia.

"Se o governo turco realmente deseja a paz, deve encerrar todas as campanhas militares e a repressão", disse ele.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que pretende tratar de reivindicações curdas, que duram décadas, fortalecendo os direitos da minoria para dar fim ao conflito com o PKK, que já custou cerca de 40 mil vidas desde 1984 e bilhões de dólares ao Estado.

Entretanto Erdogan descartou negociações diretas com o partido.

(Reportagem de Ibon Villelabeitia e Tim Cocks)

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