Turquia garante apoio a cidade curda síria, mas não se compromete a enviar tropas

A Turquia vai fazer o que puder para evitar que a cidade predominantemente curda de Kobani, perto da fronteira com a Síria, caia em mãos dos insurgentes Estado islâmico, disse o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu na noite de quinta-feira, mas ele não se comprometeu com uma ação militar.

NICK TATTERSALL E SELIN BUCAK, REUTERS

03 de outubro de 2014 | 07h12

Horas antes de comentários de Davutoglu, o Parlamento deu ao governo poderes para ordenar incursões militares transfronteiriças contra Estado islâmico e para permitir que as forças da coalizão estrangeira possam lançar operações semelhantes a partir de território turco.

"Nós não queremos que Kobani caia. Nós vamos fazer tudo o que pudermos para impedir que isso aconteça", disse Davutoglu em uma conversa com jornalistas transmitida pela emissora de televisão A Haber, em comentários aparentemente destinados a aplacar os críticos curdos da Turquia.

Mas, no final do programa de duas horas, ele pareceu afastar qualquer sugestão de que isso signifique que a Turquia esteja planejando uma incursão militar, ao dizer que esse tipo de ação poderia arrastar a Turquia para um conflito mais amplo ao longo de seus 900 quilômetros de fronteira.

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