Turquia mantém 3 suspeitos sob custódia em investigação de desastre em mina

Um tribunal turco ordenou neste domingo que três suspeitos sejam mantidos em custódia sob a acusação provisória de "causar várias mortes" no desastre da mina em Soma, na semana passada, no dia em que a última das 301 vítimas foi enterrada.

HUMEYRA PAMUK, Reuters

18 Maio 2014 | 17h48

Das 22 pessoas restantes detidas anteriormente, seis suspeitos foram liberados, mas poderiam enfrentar um processo mais tarde. O interrogatório de outras 16 pessoas continuava.

As detenções ocorreram cinco dias depois que um incêndio emitiu grande quantidade de monóxido de carbono na mina em Soma, cidade no oeste da Turquia, matando 301 pessoas.

O incidente desencadeou protestos pela Turquia direcionados contra os donos da empresa e contra o governo do primeiro-ministro Tayyip Erdogan, considerado muito próximo do setor industrial e insensível na resposta ao desastre.

Um relatório inicial sobre as possíveis causas do acidente indicou que o fogo pode ter sido desencadeado por aquecimento de carvão depois que entrou em contato com o ar, disse o procurador Bekir Sahiner a repórteres fora do tribunal em Soma, rejeitando relatos iniciais de que uma explosão de transformador foi a responsável.

"O crime do qual os suspeitos são acusados é de causar vários mortos e feridos devido à negligência", disse ele.

O promotor não identificou os três suspeitos mantidos em custódia, mas a imprensa disse que eram o gerente da fábrica e dois engenheiros.

Entre os detidos, estava o gerente-geral da companhia de mineração Soma Madencilik, e o filho do dono da companhia.

A operação de resgate da mina de carvão foi encerrada no sábado, depois que os corpos dos últimos dois trabalhadores que morreram no local foram retirados.

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