Turquia pede reunião de países islâmicos sobre fome na África

Chanceler turco disse que OIC precisa 'cumprir com as necessidades dos irmãos africanos no ramadã'

REUTERS

05 de agosto de 2011 | 09h45

ANCARA - A Turquia pediu uma reunião emergencial da Organização da Conferência Islâmica, composta por 57 países, para discutir a fome na Somália e os riscos que a crise apresenta aos outros países africanos, disse nesta sexta-feira, 5, o ministro de Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu. "Não importa se a reunião será realizada em Istambul (na Turquia) ou Jeddah (na Arábia Saudita), queremos que a OCI faça uma intervenção assim que possível" afirmou.

 

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"Queremos cumprir com as necessidades de nossos irmãos africanos no mês do ramadã", disse Davutoglu a jornailstas na capital turca, Ancara, antes das orações muçulmanas de sexta-feira. O chanceler turco explicou que fez a solicitação na quinta-feira ao secretário-geral da OIC, Ekmeleddin Ihsanoglu, que também é turco.

 

Ele acrescentou que seu ministério estava organizando uma visita à Etiópia e à África do Sul ainda neste mês. "Podemos acrescentar outros países, inclusive o Quênia, em decorrência dos recentes desenvolvimentos. Estamos planejando uma visita para depois de 15 de agosto, talvez lá pelo dia 20", disse Davutoglu.

Fome extrema

 

Cerca de 3,7 milhões de somalis estão em risco de morrer de fome, a maioria no sul do país do Chifre da África, que vive uma anarquia armada há duas décadas, complicando as iniciativas da ajuda humanitária.

Centenas de milhares de pessoas fizeram a perigosa rota da capital Mogadíscio para as áreas nos arredores em busca de ajuda alimentar.

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