Turquia vai abrigar radar de alerta precoce da Otan

País, de importância geoestratégica, tem segundo maior contingente militar da Aliança

REUTERS

02 Setembro 2011 | 09h36

ISTAMBUL - A Turquia deve abrigar um sistema de radares de alerta precoce da Otan, como parte das defesas da aliança militar ocidental, disse a chancelaria do país na sexta-feira.

Além de ter o segundo maior contingente militar da Otan, a Turquia possui importância geoestratégica para a aliança, desde a época em que estava nas fronteiras da Guerra Fria. Seu valor para a aliança cresceu ainda mais desde que países com políticas anti-ocidentais no Oriente Médio, como o Irã, incrementaram a capacidade de seus mísseis.

Em novembro de 2010, a Otan aprovou uma nova declaração de missão para a aliança, a qual inclui um compromisso com a defesa antimísseis.

A chancelaria turca disse que o projeto do novo sistema antimísseis já está nos estágios finais. Os equipamentos serão fornecidos pelos EUA; outros detalhes não foram divulgados.

"O fato de a Turquia receber este novo elemento irá constituir a contribuição do nosso país ao sistema de defesa que está sendo implementado no marco do novo conceito estratégico da Otan. Isso irá fortalecer a capacidade de defesa da Otan e nosso sistema de defesa nacional", afirmou a chancelaria, por meio de comunicado.

Nos últimos anos, a Turquia vem buscando estreitar suas relações com ex-repúblicas soviéticas e com outros países islâmicos, inclusive o Irã, de modo a reequilibrar sua política externa, tradicionalmente inclinada para o Ocidente.

 

Embaixada na Líbia

 

A Turquia decidiu reabrir na sexta-feira sua embaixada na Líbia, e nomeou Ali Kemal Aydin como novo embaixador, disse a chancelaria turca em nota.

 

Ancara, que no passado teve estreita relação com o agora deposto regime de Muammar Gaddafi, deve assumir um papel de destaque na reconstrução da Líbia após seis meses de guerra civil, com a expectativa de receber contratos bilionários e ampliar sua influência no norte da África.

 

Inicialmente, a Turquia foi contra a intervenção militar da Otan em prol dos rebeldes líbios, mas depois mudou de posição e acabou por fornecer 300 milhões de dólares aos rebeldes em doações e empréstimos.

 

A chancelaria turca disse que o novo embaixador deixou Ancara na quinta-feira e chegará a Trípoli via Tunísia.

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