Turquia vota com expectativa de outra vitória de Erdogan

Os turcos votaram neste domingo em uma eleição que deve deixar o primeiro-ministro Tayyip Erdogan no cargo pelo terceiro mandato consecutivo e pode lhe dar o poder de reescrever a Constituição.

SEDA SEZER E DAREN BUTLER, REUTERS

12 de junho de 2011 | 12h29

Uma democracia muçulmana e candidata a membro da União Europeia, a Turquia se tornou uma potência econômica e um influente jogador no cenário global desde que o partido de Erdogan, o AK, chegou ao poder em 2002.

Os locais de votação fecharam às 17h no horário local. Há uma proibição de dar notícias sobre os resultados até as 21h, mas o embargo é desobedecido frequentemente.

Não há relatos significativos de problemas, mesmo na região curda, normalmente irrequieta.

"Não acho que as eleições mudarão o governo e não quero que ele mude", disse à Reuters em Istambul, o aposentado Dursun Ocalir, de 52 anos.

Pesquisas de opinião mostram que Erdogan deve ganhar mais quatro anos de governo de partido único em uma nação que fica na Europa, no Oriente Médio e na Ásia.

Ao votar em uma escola primária que está sendo usada como local de votação, no lado asiático de Istambul, Erdogan disse que a eleição é o momento em que o povo pode falar.

"Espero que as eleições contribuam para fortalecer a paz, os direitos humanos e a liberdade", falou ele para as câmeras de TV, enquanto sua mulher, com a cabeça coberta por um véu e sua filha estavam perto dele.

O apoio a Erdogan foi construído baseado no seu sucesso em criar uma economia em rápida expansão e por ter conseguido dar um fim a coalizões caóticas, golpes militares e fracassados resgates econômicos internacionais.

A única dúvida que paira sobre a eleição de domingo é sobre a margem de vitória. Erdogan precisa de mais do que uma simples maioria para ter certeza que poderá aprovar planos de uma nova Constituição para substituir aquela escrita em 1982, dois anos depois de um golpe militar.

Erdogan, cujo partido evoluiu de movimentos islamistas banidos, diz que o novo documento será baseado em princípios pluralistas que levarão a Turquia para mais perto dos padrões da UE.

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