TV mostra motorista de Diana em bar na noite do acidente

Novas provas apresentadas aos jurados do caso exibem os últimos momentos da princesa e o namorado em Paris

Agências internacionais,

04 de outubro de 2007 | 08h16

O tribunal do júri que analisa o caso sobre a morte da princesa Diana e seu namorado, Dodi al-Fayed, assistiu na quarta-feira, 3, a imagens que mostram que o motorista que dirigia o carro do casal estava no bar do hotel momentos antes do acidente que os matou em agosto de 1997. Também na quarta, novas provas surgiram após os 10 anos do desastre na França. Além das novas fotos que foram apresentadas ao tribunal britânico responsável, a emissora americana CNN divulgou imagens inéditas da princesa acompanhada do namorado no hotel Ritz no dia anterior ao do acidente.   Veja também: Vídeo da CNN inédito com imagens de Diana  Fotos novas do acidente Os 10 anos da morte de Lady Di   Segundo o jornal britânico The Independent, o pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, argumentou que agentes britânicos que estariam em operação em Paris na noite do acidente teriam usado armas para assustar o motorista que dirigia o carro com o casal, o que teria feito que ele lançasse o veículo contra um dos pilares do túnel.   O embaixador britânico em Paris em 1997, Sir Michael Jay, deve depor no caso e negar qualquer ligação entre o MI6 e uma suposta conspiração para assassinar o casal e sobre evidências teriam sido criadas para parecer que ele dirigia embriagado.   A presença dos agentes tem sido usada como argumento pelo empresário milionário para sustentar a sua alegação de que seu filho e Diana foram assassinados por uma conspiração da família real britânica.   O começo da investigação judicial, que pode durar mais de seis meses, serviu para que a imprensa britânica publicasse várias fotos inéditas tiradas pelos paparazzi do casal, do motorista e do guarda-costas, o único que se salvou, pouco antes do acidente ocorrido na madrugada de 31 de agosto de 1997. Gravidez   Detalhes "íntimos" da vida da princesa Diana serão apresentados no inquérito sobre sua morte, mas uma prova de que ela estaria grávida poderá jamais ser encontrada, disse nesta quarta-feira o juiz Scott Baker, que analisa o caso.   Segundo o juiz, provas científicas podem não ser suficientes para determinar se ela estava, ou não, grávida quando morreu em um acidente de carro em Paris, dez anos atrás.   Segundo a BBC, Baker acrescentou que há evidências de que, na época do acidente, ela estava tomando pílula anticoncepcional. O juiz disse ainda que há informações contraditórias sobre se Diana estava prestes a se tornar noiva de Dodi al-Fayed, que morreu no mesmo acidente, que também matou o motorista do carro, Henri Paul.   Como o pai de Dodi, Mohammed al-Fayed, alega que o casal foi morto para que não se casasse, a questão da gravidez é uma das 20 que serão analisadas no inquérito em Londres.   De acordo com o juiz, a dúvida é relevante: "Primeiro, afirma-se que sua gravidez ou suspeita de gravidez seria o motivo ou parte do motivo para que se matasse Diana".   "Segundo, seu corpo foi embalsamado pelos franceses e afirma-se que o objetivo foi esconder o fato de que ela estava grávida."   Não foi realizado nenhum teste de gravidez em Diana no hospital de Paris para o qual ela foi levada depois do acidente, já que não havia nenhuma razão aparente para isso.   Mais tarde, em um exame póstumo, não foi encontrada nenhuma evidência de que ela estava nas primeiras semanas de gravidez, mas os jurados também deverão ouvir evidências sobre o quão possível seria encontrar sinais de gravidez em um exame póstumo.

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