Mikhail Metzel/AP
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Ucrânia altera lei eleitoral apenas três dias antes de 2º turno

Candidata à presidência, Yulia Timoshenko acusa oposição de tentar fraudar a votação presidencial do domingo

Reuters,

04 de fevereiro de 2010 | 08h52

O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, sancionou nesta quinta-feira emendas que alteram a lei eleitoral do país, informa agência de notícias RIA Novosti. A aprovação ocorre apenas três dias antes da realização do pleito.

 

A primeira-ministra da Ucrânia e candidata nas eleições de domingo, Yulia Tymoshenko, denunciou as emendas, que passaram pelo Parlamento com o apoio do partido de seu adversário, Viktor Yanukovych.

 

A principal alteração na lei elimina a exigência de que estejam presentes representantes de ambos os candidatos no acompanhamento da apuração dos sufrágios nos postos de votação.

 

Nesta quinta, Yulia ameaçou convocar uma segunda Revolução Laranja, ainda mais poderosa que os protestos de 2004, se seu rival Viktor Yanukovich tentar fraudar as eleições do domingo. A premiê e Yanukovich protagonizaram uma campanha marcada por acusações de mentiras para o eleitorado e de tentativas de fraudar a votação.

 

"Caso não consigamos assegurar que o resultados das eleições e a vontade do povo sejam demonstrados de maneira honesta, convocaremos o povo às ruas", declarou a premiê.

 

"Se Yankunovich quer uma disputa justa, estamos prontos para isso, mas se ele planeja jogar sujo, nós responderemos de maneira nunca antes vista, nem mesmo em 2004", disse Yulia, referindo-se às manifestações da Revolução Laranja, quando houve protestos sob acusações de Yankunovich ter fraudado as eleições, posteriormente vencidas por Yushchenko, aliado da premiê.

 

O Partido das Regiões divulgou um comunicado momentos antes das declarações da primeira-ministra, dizendo que seus "discursos histéricos não nada além de uma mentira descarada".

 

O resultado das eleições é crucial para o futuro das relações entre a Ucrânia e a Rússia, que recentemente têm discutido sobre vários aspectos referentes à economia e diplomacia. Além disso, o novo governo deverá ser capaz de retomar as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre um programa de incentivo à economia ucraniana suspenso de US$ 16,4 bilhões.

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