Ucrânia começa a receber ajuda russa e presidente não faz concessões à oposição

Um pacote russo de ajuda à Ucrânia, no valor de 15 bilhões de dólares, começou a tomar forma nesta quinta-feira, quando o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, defendeu publicamente o acordo com a Rússia, mas ele não fez nenhuma concessão para convencer milhares de manifestantes a deixar as ruas.

RICHARD BALMFORTH, Reuters

19 de dezembro de 2013 | 18h24

Em sua primeira aparição pública desde que concordou com o acordo com Moscou, Yanukovich argumentou que garantir gás mais barato e créditos da Rússia tinha sido o único meio de evitar o calote do país.

Logo depois, seu governo emitiu eurobonds de 3 bilhões de dólares com prazo de dois anos, cujos termos correspondem exatamente ao de um título que a Rússia disse que iria comprar, como parte de uma linha vital de crédito, de 15 bilhões de dólares, para ajudar seu ex-aliado soviético a sair da crise econômica.

Mas numa entrevista à imprensa de mais de uma hora e meia de duração, e televisionada, o presidente ucraniano não demonstrou nenhuma disposição para atender às exigências dos líderes da oposição, que pedem sua renúncia ou a antecipação das eleições. Ele disse que as ações deles eram "revolucionárias".

Seu único gesto levemente conciliatório foi dizer que não tentará reeleger-se em 2015 se sentir que poderá ser derrotado.

"Se a minha cotação estiver baixa e eu não tiver perspectivas (de ganhar), então, não vou ficar no caminho do desenvolvimento do país e de sua trajetória para a frente", disse ele a um dos entrevistadores.

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