Ucrânia já perdeu 568 militares em confronto com milícias pró-Rússia

Forças de Kiev retomaram hoje o ataque contra várias cidades para tentar cortar linhas de comunicação entre Luhansk e Donetsk

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2014 | 07h52

KIEV - Ao menos 568 militares do governo da Ucrânia morreram desde o início dos confrontos com os separatistas pró-Rússia em maio, disse um porta-voz das Forças Armadas nesta segunda-feira.  O número é maior do que o estimado anteriormente. 

O porta-voz, Andriy Lysenkom, disse que outros 2.120 homens ficaram feridos. Agências da ONU dizem que mais de 1,1 mil pessoas morreram desde o início do conflito no leste da Ucrânia, incluindo militares, combatentes rebeldes e civis. 

A estatística das vítimas não inclui os guardas fronteiriços, mas sim os combatentes dos batalhões de voluntários, financiados na maioria dos casos por oligarcas e formações políticas radicais.

Confrontos. Forças de Kiev retomaram hoje o ataque contra várias cidades das duas regiões pró-Rússia do leste do país. Os separatistas concentram soldados na cidade de Sverdlovsk, na região vizinha de Luhansk.

As três localidades, próximas à zona da queda do avião da Malaysia Airlines, com 298 pessoas a bordo, têm uma importância estratégica para os milicianos, já que através delas passam as últimas vias de comunicação em suas mãos entre Donetsk e Lugansk, capitais das duas regiões rebeldes ainda em poder dos rebeldes.

Os analistas internacionais e a OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) suspenderam há cinco dias a investigação sobre a catástrofe do MH17 ao considerar que não existem as condições necessárias de segurança na região./ REUTERS e EFE

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