Ucrânia não consegue verba para nova cobertura de Chernobyl

Potências mundiais prometem apenas 75% do dinheiro pretendido pelas autoridades de Kiev

Reuters

19 de abril de 2011 | 15h54

Ministros e autoridades se reúnem para a conferência em Kiev.

 

KIEV - As potências mundiais prometeram nesta terça-feira, 19, dar à Ucrânia 550 milhões de euros (US$ 780 milhões) para ajudar na construção de uma nova capa de contenção no local do acidente nuclear de 1986 em Chernobyl. O valor, porém, corresponde apenas a 75% dos 740 milhões de euros esperados pelo governo ucraniano. O acordo foi fechado em uma conferência em Kiev para marcar os 25 anos do pior acidente nuclear do mundo.

As autoridades presentes à conferência se mostraram otimistas de que mais fundos serão obtidos para tornar a área afetada pelo acidente de Chernobyl mais segura. "Isso foi o que fomos capazes de arrecadar por meio de esforços conjuntos - e consideramos esse número uma estimativa preliminar - 550 milhões de euros", disse o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, ao final da conferência.

A comunidade internacional já havia colocado uma parcela dos 1,39 bilhão de euros para a construção de uma nova capa de contenção e de instalações para abrigar lixo radioativo proveniente do reator. Embora a soma prometida tenha ficado aquém dos 740 milhões de euros ainda necessários, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que é possível que o "objetivo muito ambicioso" da conferência seja atingido.

Ministros e autoridades dos países que formam o Grupo dos Oito e da União Europeia assumiram a liderança da conferência, dizendo estarem prontos para financiar uma nova capa gigante para colocar sobre o reator de Chernobyl que explodiu em 1986, lançando radiação pela Europa. O plano é construir uma estrutura de 110 metros de altura sobre o reator número 4 de Chernobyl, que explodiu depois de um experimento de segurança ter apresentado problemas.

Os delegados também expressaram solidariedade aos esforços de Tóquio para controlar a crise na usina de Fukushima, danificada por um terremoto e tsunami em março. O embaixador do Japão disse na conferência que "sob as circunstâncias desafiadoras", Tóquio não seria capaz de prometer fundos adicionais ao esforço de Chernobyl.

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