Ucrânia vai buscar adesão à Otan em resposta a ação russa no leste do país

A Ucrânia informou nesta sexta-feira que vai buscar a proteção da Otan, diante do que o governo ucraniano e seus aliados ocidentais afirmam ser uma participação aberta dos militares russos na guerra separatistas nas províncias do leste do país.

RICHARD BALMFORTH, REUTERS

29 de agosto de 2014 | 10h15

A filiação formal da Ucrânia à aliança militar ocidental, que implicaria a proteção integral de um pacto de defesa mútua com a superpotência Estados Unidos, continua a ser uma possibilidade improvável, pelo menos num futuro próximo.

Mas ao anunciar que está buscando isso, o governo ucraniano adota seu passo mais decisivo até agora para obter proteção militar ocidental ao que Kiev descreve como uma invasão por parte da Rússia.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse respeitar o direito da Ucrânia de buscar a adesão, e acusou a Rússia de intervenção flagrante e ilegal no leste do país.

Moscou nega que as suas forças estejam lutando para apoiar os separatistas pró-Rússia que declararam independência em regiões do leste da Ucrânia, mas os rebeldes praticamente confirmaram esse suporte, ao dizerem que milhares de soldados russos lutaram em seu nome enquanto "estavam de licença".

A chegada do que os governos ocidentais definem como colunas de blindados de tropas russas em uma nova frente aberta nos últimos dias tem desequilibrado a balança em favor dos rebeldes, após semanas em que as forças da Ucrânia pareciam estar levando vantagem.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, disse em uma reunião do governo nesta sexta-feira que o gabinete iria "levar ao Parlamento uma lei para acabar com o status de não alinhado do Estado ucraniano e definir um rumo para a adesão à Otan".

Se a Otan ampliar seu pacto de defesa mútua para incluir a Ucrânia, essa seria a maior mudança na arquitetura de segurança da Europa desde a década de 1990.

Apesar da preocupação da Otan com a situação na Ucrânia, a aliança de 28 nações tem dito repetidamente que não tem intenção de intervir militarmente para proteger o país, que não é obrigada a defender, por não ser um dos membros.

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