UE aprova 210 mi de euros para fazendeiros atingidos por E.coli

Um comitê de especialistas da União Europeia aprovou ajuda financeira de 210 milhões de euros (304 milhões de dólares) para produtores de frutas e vegetais que tiveram as suas vendas atingidas pelo surto de E.coli, informou o setor executivo do bloco nesta terça-feira.

REUTERS

14 de junho de 2011 | 18h06

A comissão europeia disse na semana passada que havia aumentado a oferta de ajuda dos iniciais 150 milhões de euros depois que os ministros da Agricultura do bloco de 27 países disseram que o montante era muito pequeno.

A comissão disse em nota oficial que o valor final será confirmado no dia 22 de julho, uma vez que os membros da UE confirmarem o total que precisa ser coberto.

O pacote de ajuda vai ser usado para compensar os produtores europeus de pepinos, repolhos, tomates e pimentões por até metade do valor dos bens retirados do mercado por conta da queda na demanda do consumidor, com base no preço de referência.

Os fazendeiros que pertencem a uma cooperativa podem ser reembolsados em até 70 por cento das suas perdas, segundo o acordo.

O auxílio foi criado para minimizar as perdas dos produtores entre 26 de maio e o final de junho.

A comissão disse que pode propor a doação de mais dinheiro para os produtores atingidos se as vendas não melhorarem depois de junho.

As vendas de alguns vegetais frescos caíram muito em vários países europeus depois que as autoridades alemãs da região do surto culparam inicialmente pepinos importados da Espanha.

Produtores espanhóis estimaram os seus prejuízos em 200 milhões de euros por semana depois do primeiro anúncio das autoridades alemãs. A Holanda colocou as suas perdas em 70 milhões de euros por semana.

A origem do surto, que até agora matou 36 pessoas, foi rastreada até brotos de feijão contaminados de uma fazenda orgânica no norte da Alemanha.

(Reportagem de Charlie Dunmore)

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