UE e EUA cooperarão para reforçar segurança aérea

Utilização de scanner corporal nos aeroportos é um dos pontos discutidos na reunião em Toledo, na Espanha

Agência Estado e Associated Press,

21 de janeiro de 2010 | 14h11

A União Europeia (UE) e os EUA assinaram nesta quinta-feira, 21, na cidade espanhola de Toledo uma resolução conjunta para reforçar a segurança aérea, que inclui compromissos de troca de informação para melhorar a detecção precoce de terroristas e de explosivos nos aeroportos e nos voos.

 

A secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, advertiu que a rede terrorista Al-Qaeda "dedica seus melhores cérebros" para estudar como burlar os sistemas de segurança, e por isso pediu que todos os países "estejam à altura" desta ameaça.

 

Em entrevista coletiva conjunta com o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, que representa a Presidência da UE, os dois admitiram que o scanner corporal pode ser um instrumento na estratégia de segurança, mas destacaram também que há outros elementos igualmente eficazes contra o terrorismo, como a troca de dados sobre passageiros.

 

A reunião de Toledo serviu para avançar em um registro de passageiros da UE que complemente as listas já trocadas entre Europa e EUA. Os ministros do Interior presentes ao encontro pediram à Comissão Europeia (órgão executivo da UE) para que acelere os trabalhos sobre esse registro de passageiros. "Até agora, tínhamos um registro de passageiros com os EUA, mas não europeu, como se um terrorista não pudesse pegar um avião em Londres para ir a Madri", apontou Rubalcaba.

 

A secretária de Segurança Nacional americana destacou o "renovado sentimento de urgência" que surgiu após o atentado frustrado em um voo para Detroit (EUA) no dia 25 de dezembro. Ela lembrou que 100 passageiros não americanos, de 17 países, estavam no avião. "Este é um problema que todos os líderes responsáveis do mundo devem enfrentar", disse Napolitano.

 

A responsável pela segurança dos EUA se reuniu em Toledo com os ministros de Interior dos países da União Europeia para estudar um reforço na segurança aérea diante de eventuais atentados terroristas.

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