UE e ONU gastarão US$ 18 mi na proteção de imigrantes

Movimento de imigração deve ser restringido por causa da crise financeira mundial

Efe,

29 de outubro de 2008 | 02h53

A União Européia (UE) e as Nações Unidas vão destinar US$ 18 milhões à realização de um programa para a proteção dos trabalhadores imigrantes, cujo movimento deve ser restringido por causa da crise financeira mundial, indicaram nesta quarta-feira, 29, fontes oficiais. O programa, anunciado em Manila no marco do Segundo Fórum Global para a Migração e Desenvolvimento, que será inaugurado nesta quarta-feira pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pretende desenvolver a capacidade profissional dos imigrantes, estimular seus direitos, e potenciar os serviços para a repatriação de seu dinheiro. Gerhard Sabathil, funcionário da representação da Comissão Européia, assinalou que o programa será desenvolvido nos 16 países que fornecem maior quantidade de trabalhadores imigrantes. A iniciativa conjunta será iniciada quando surgirem sinais de que a crise financeira internacional obrigará alguns países a restringir a entrada de imigrantes na busca por emprego. "Percebemos como são infrutíferas as simples políticas de proibição a respeito da imigração", disse o representante das Nações Unidas para a Migração, Peter Sutherland. A presidente da Confederação Internacional de Sindicatos, Sharan Burrow, advertiu na segunda-feira que a crise financeira causará um aumento da imigração ilegal. Segundo Borrow, existem atualmente 40 milhões de imigrantes ilegais, incluindo 10 milhões somente nos Estados Unidos. O fórum, que tem caráter consultivo, é assistido por cerca de 15 ministros e vice-ministros de Imigração de países como Gana, África do Sul e Iraque.

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