Frank Augstein/ AP Photo
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UE pede a farmacêuticas ‘transparência’ e respeito aos prazos de entregas de vacinas

Presidente do Conselho Europeu faz declaração após Pfizer e AstraZeneca anunciarem possíveis atrasos na entrega de imunizantes contra covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2021 | 12h18

PARIS - O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, pediu neste domingo, 24, maior “transparência” aos laboratórios fabricantes de vacinas contra a covid-19 no que diz respeito às justificativas dos atrasos nas entregas dos imunizantes aos países do bloco. Ele disse ainda que a União Europeia pretende assegurar que os contratos sejam respeitados.

Na última semana, a Pfizer disse que iria diminuir temporariamente o ritmo dos envios das vacinas para a Europa para que pudesse fazer ajustes na fase de produção e acelerar o processo de fabricação. Na sexta, 22, a AstraZeneca também anunciou que a quantidade de entregas previstas inicialmente também seria menor, devido a uma falha na produção.

“Nós planejamos fazer com que as empresas farmacêuticas respeitem os contratos que assinaram (...) usando os dispositivos legais disponíveis ao nosso alcance”, disse ele em entrevista à rádio Europe 1. 

Ele não mencionou, no entanto, quais seriam as sanções possíveis, mas afirmou que a União Europeia insistiria na transparência. “O que pedimos a essas empresas é um diálogo transparente”, declarou.

Michel disse ainda que, quando a Pfizer havia anunciado um atraso de “várias semanas” na entrega de imunizantes, o órgão atuou com “firmeza”. “Demos um soco na mesa e os atrasos de semanas finalmente viraram uma desaceleração no ritmo de entregas”, acrescentou.

A União Europeia tem seis contratos firmados com farmacêuticas e negocia com outras duas, o que pode alcançar um total de 2,5 milhões de doses para os países do bloco. / COM REUTERS, EFE E AFP

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