UE pede à Turquia mais reformas para ingresso no bloco

58% dos eleitores aprovaram ampliação de liberdades individuais e controle civil do Exército

AE-AP, Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 12h33

Partidários da reforma constitucional celebram vitória. Foto: Osman Orsal/Reuters

BRUXELAS  - A União Europeia (UE) recomendou hoje que a Turquia implemente reformas e elabore uma nova Constituição a fim de garantir mais liberdades, após os turcos aprovarem em votação mudanças na Constituição nacional.

O comissário da UE encarregado de tratar da possibilidade de novos membros entrarem no bloco, Stefan Fuele, disse que as mudanças legais devem incluir "prioridades" para o país poder aumentar suas chances de fazer parte do bloco europeu.

Cerca de 58% dos turcos votaram a favor das emendas propostas pelo governo, em um referendo realizado ontem. A Constituição turca foi elaborada após um golpe militar, em 1980.

Fuele disse que a Turquia precisa de leis para garantir que reformas sejam implementadas no país, bem como de uma nova Constituição que leve a democracia do país para um modelo mais na linha dos padrões europeus.

 

A reforma, impulsionada pelo AKP, do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan prevê ampliar os direitos individuais, enquanto fortalece o controle civil sobre o Exército.

 

Após conhecer o resultado, Erdogan disse que a vitória não é só para seu partido, mas também para toda a democracia turca.

"Respeitamos os que votaram no 'sim', os que disseram "não" e também os que não compareceram às urnas", assinalou.

"A partir de amanhã vamos trabalhar a favor de uma nova Constituição e vamos lançar um plano para uma nova Constituição", disse, antes de acrescentar que buscará para isso um consenso em todos os setores sociais.

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