UE pede novas eleições para resolver crise no Zimbábue

Bloco diz que resultado do primeiro turno, vencido pela oposição, deve servir como 'base para solução'

Efe,

04 de julho de 2008 | 14h20

A União Européia (UE) insistiu nesta sexta-feira, 4, que não aceitará qualquer solução à crise do Zimbábue que não respeite o resultado das eleições de 29 de março, vencidas pela oposição, e antecipou que o objetivo deve ser realizar uma nova consulta "livre, democrática e transparente" o quanto antes. A presidência francesa da UE ressaltou em comunicado que o resultado da primeira rodada do pleito, onde Morgan Tsvangirai foi declarado vencedor com 47% dos votos, "deve servir de base a uma solução política." Veja também:Mugabe exige que oposição deixe de reivindicar poder no ZimbábueRobert Mugabe é recebido por milhares no ZimbábueTsvangirai: de líder sindical a inimigo do regime Mugabe: uma história de 3 décadas no poder No entanto, deixou claro que só mediante a convocação de novas eleições será obtida uma resposta duradoura às graves dificuldades às quais o Zimbábue enfrenta. "A UE não pode aceitar o fato consumado do resultado da votação de 27 de junho", segundo turno ao qual o presidente do país, Robert Mugabe, concorreu sozinho, após a retirada de Tsvangirai, devido aos ataques contra seus seguidores. Para a UE, é inaceitável a campanha de violência "que esvaziou as eleições de seu caráter democrático". A presidência francesa avaliou também os esforços da União Africana (UA), que propôs um governo de união nacional para ajudar a tirar o Zimbábue da crise, mas insistiu em que a UE só aceitará a fórmula "que respeite a vontade do povo do Zimbábue."

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