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UE pede que Rússia esclareça irregularidades em eleições

Governo russo afirma que críticas de observadores e oposição não passam de discursos sem comprovação

Reuters e Efe,

04 de dezembro de 2007 | 15h19

A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, afirmou nesta terça-feira, 4, que a Rússia deve esclarecer as denúncias dos observadores internacionais sobre a falta de transparências nas eleições legislativas de domingo "pelo interesse de sua democracia".   O governo respondeu às críticas de organismos internacionais que acusaram a votação, vencida com facilidade pelo partido Rússia Unida, do presidente do país, Vladimir Putin, de ter sido supostamente injusta. Segundo a liderança russa, as críticas não passavam de "slogans" sem comprovação factual.   Segundo o porta-voz porta-voz Johannes Laitenberger, o Executivo da UE compartilha a "análise comum" dos países-membros sobre as eleições, que deram uma grande maioria ao partido do presidente Vladimir Putin.   O governo britânico manifestou sua "decepção", enquanto Berlim disse que as eleições "não podem ser consideradas livres nem democráticas". Paris expressou seu desejo de que Moscou "esclareça as alegações de irregularidades", enquanto Madri lamentou a falta de mais observadores internacionais.   Os observadores da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa (Pace) e do mesmo órgão da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) asseguraram que as eleições não foram limpas. Numa entrevista à imprensa, os observadores disseram que as eleições russas "não cumpriram diversos compromissos e padrões estabelecidos pela OSCE e pelo Conselho da Europa para eleições democráticas".   Os aliados de Putin terão o controle total do Parlamento, segundo mostraram os resultados da eleição de domingo, responsável por dar ao líder russo uma sólida base de apoio antes de ele deixar o Kremlin.   O presidente da comissão eleitoral do país, Vladimir Churov, afirmou que, das 450 cadeiras do Parlamento, 315 ficaram com a legenda Rússia Unida, ao passo que dois partidos próximos do Kremlin terão, juntos, outras 78 cadeiras.   Putin, 55 anos, afirmou que espera continuar influindo no governo depois de sair do cargo de presidente, no próximo ano. A Constituição russa determina que ninguém poderá ocupar o cargo consecutivamente por mais de dois mandatos.   Analistas afirmam que o controle sobre o Parlamento lhe dará meios para exercer influência sem as amarras dos poderes presidenciais. Especula-se que o dirigente venha a ser eleito presidente do órgão legislativo.   O bloco pró-Putin no Parlamento a tomar posse dentro em breve será grande o suficiente para aprovar reformas constitucionais - algo que, segundo analistas, Putin pode tentar um cargo com amplos poderes e o qual ocuparia após deixar o posto de presidente, no começo de 2008.   Putin participou da eleição liderando a lista de candidatos do partido Rússia Unida. O resultado confirmou a popularidade dele, alimentada pelo robusto crescimento econômico do país e por seus esforços para retomar o orgulho nacional da Rússia.

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