UE quer evitar danos por disputa entre Rússia e Reino Unido

Na quinta, Moscou expulsou quatro diplomatas britânicos em resposta análoga a decisão de Londres

REUTERS

20 Julho 2007 | 08h37

A União Européia (UE) lamenta a recusa da Rússia em extraditar um suspeito de assassinato para o Reino Unido, mas quer impedir que o impasse prejudique as já abaladas relações do bloco com o país, disse nesta sexta-feira, 20, uma autoridade da presidência da UE. "Expressamos preocupação com a recusa russa em cooperar construtivamente com o Reino Unido, porém estamos tentando limitar as coisas e evitar que vire uma bola-de-neve", declarou a jornalistas um diplomata português. Promotores britânicos acusam Andrei Lugovoi, ex-guarda-costas da KGB, de matar Alexander Litvinenko, ex-agente de segurança russo, ao colocar uma substância radioativa em seu chá em um hotel de Londres, no ano passado. Lugovoi nega as acusações e a Rússia se recusa a extraditá-lo. Na quinta-feira, a Rússia expulsou quatro diplomatas britânicos e suspendeu a cooperação com Londres na chamada guerra ao terrorismo, após expulsões similares por parte do Reino Unido. As ações são consequência da disputa pela extradição do suspeito.   Para minimizar as expulsões russas, o presidente Vladimir Putin disse acreditar que as relações com o Reino Unido vão progredir normalmente, apesar do que chamou de "minicrise" seguindo-se a uma troca de expulsões diplomáticas entre os dois países. "Acredito que as relações entre Rússia e Reino Unido avançarão normalmente, porque ambos os países estão interessados nisso", afirmou Putin, nos primeiros comentários sobre a polêmica. "É necessário medir as ações com bom senso, respeitar os interesses legítimos de parceiros e tudo então ficará bem. Acho que vamos superar essa minicrise", disse. Ministros da UE discutirão o assunto na segunda-feira.

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