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UE receberá presos de Guantánamo se houver garantias dos EUA

Líderes do bloco afirmam que Washington deve mostrar que detentos não oferecem riscos antes de transferí-los

Associated Press,

26 de janeiro de 2009 | 14h58

Líderes da União Europeia (UE) disseram nesta segunda-feira, 26, que podem receber os prisioneiros que serão libertados da prisão de Guantánamo, mas ressaltaram que as autoridades americanas devem mostrar que os ex-detentos não oferecem riscos antes de serem transferidos.   Veja também: Brasil deve receber presos de Guantánamo, afirma ONG Ministros discutem se UE receberá presos de Guantánamo Presos de Guantánamo não serão soltos nos EUA, diz Biden Saiba mais sobre a base naval de Guantánamo   Ministros do Exterior do bloco de 27 nações discutiram o dilema de mais de 60 prisioneiros que, se libertados, não poderiam retornar aos seus países de origem por riscos de abusos, aprisionamento ou morte. Os detentos são do Azerbaijão, Argélia, Afeganistão, Chade, Arábia Saudita e Iêmen.   O chefe do Exterior e Segurança da UE, Javier Solana, afirmou que os europeus desejam ajudar nas questões humanitárias, mas ressaltou que a Europa não poderá agir até o presidente americano Barack Obama disponibilizar acesso às fichas dos presos de Guantánamo para mostrar que esses detentos não oferecem riscos à segurança dos países.   Uma reportagem do jornal Washington Post, publicada nesta segunda-feira, afirma que muitos casos são confusos. "Ainda não recebemos nenhuma demanda de nossos amigos americanos", disse Solana enquanto os chanceleres discutiam o plano de Obama para fechar Guantánamo em um ano. "Esse é um problema americano que eles têm de resolver, mas nós estaremos prontos para ajudar se for necessário."   Muitos ministros da UE, porém, estão relutantes. Eles argumentam que os detentos precisam passar por rigorosas checagens de segurança antes de serem transferidos para o solo europeu. O ministro do Exterior da Finlândia, Alexander Stubb, por exemplo, afirmou que os presos de Guantánamo somente poderiam ser recebidos se passassem pelas cortes americanas e obtivessem status de refugiado político.   "Então, teremos que olhar individualmente", explicou Stubb, que também presidente a Organização para Segurança e Cooperação da Europa. "Se há pessoas que não foram julgadas e estão sendo libertadas, mas não podem voltar aos seus países, penso que a Europa deve tomar sua responsabilidade."

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