UE tenta elaborar declaração de consenso sobre o Tibete

A intenção do bloco econômico é evitar o boicote internacional dos Jogos Olímpicos de Pequim

EFE

29 de março de 2008 | 04h45

Os ministros de Assuntos Exteriores da União Européia (UE) tentarão neste sábado elaborar uma declaração comum sobre a repressão exercida pela China no Tibete, que levou a reivindicar um boicote internacional dos Jogos Olímpicos de Pequim. Abrirá o debate o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, em representação do Governo que se mostrou mais crítico às autoridades de Pequim, a ponto de não descartar um boicote aos Jogos. Nesta sexta-feira, quando chegou para o Conselho informal de Ministros de Exteriores de Brdo (Eslovênia), Kouchner defendeu uma "posição européia comum para a crise", mas evitou prejulgar "a que nível, e com que desejo e determinação". O Alto Representante da UE para Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana, se mostrou contrário a "decidir agora sobre algo que vai ocorrer em agosto", em referência à cerimônia de abertura dos Jogos. Solana afirmou ainda que qualquer declaração deve ser baseada nos princípios de "respeito às culturas" e à integridade territorial chinesa, assim como na chamada ao fim da violência. Além deste assunto, os ministros discutirão a situação dos Bálcãs e se reunirão com representantes de Sérvia e Kosovo.

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