UE vai proibir entrada de golpistas de Honduras no território

Em Brasília, chanceler espanhol diz que bloco analisa suspender vistos na mesma linha que adotada pelos EUA

Denise Chrispim Marin, O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2009 | 13h20

O ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, informou nesta quinta-feira, 30, a jornalistas brasileiros que a União Europeia analisa a proibição do ingresso de membros do governo de facto de Honduras em seu território. A medida segue a mesma linha adotada pelos Estados Unidos, que suspendeu o visto oficial de representantes do governo de Roberto Micheletti, e deverá ser adotada na próxima sexta-feira, durante a reunião do Conselho Político Europeu, em Bruxelas

 

Moratinos desembarcou na noite de quarta em Brasília, vindo da Venezuela, e se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Conforme adiantou, vai expor a ideia do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de convocar o Grupo do Rio para aumentar a pressão sobre o governo de facto de Honduras.

 

Para o chanceler espanhol, desde a derrubada do governo de Manuel Zelaya, o único avanço foi a unidade da comunidade internacional em torno do repúdio do golpe de Estado e da exigência de retorno do presidente exilado a suas funções. "Nunca vi um golpe de Estado ter recebido uma reação unânime da comunidade internacional como este", afirmou. "A comunidade internacional tem de continuar unida", completou.

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