Últimos corpos são retirados de avião acidentado na Holanda

Maior parte das vítimas tem origem holandesa ou turca; nomes serão divulgados somente na quinta-feira

Agências Internacionais,

25 de fevereiro de 2009 | 17h52

Os três corpos de membros da tripulação que ainda se encontravam na cabine do Boeing 737 da Turkish Airlines, que tinha 135 a bordo, foram retirados do avião acidentado, informaram as autoridades locais. Até o momento, as autoridades anteciparam somente que a maioria das nove vítimas tem origem holandesa ou turca. O acidente também deixou outras 50 pessoas feridas - 25 delas com gravidade.   Veja também:  Caixa-preta de avião que caiu em Amsterdã é encontrada  Relembre a cronologia dos piores acidentes aéreos dos últimos dez anos  Avião turco cai em Amsterdã com 135 a bordo; 9 morrem  Fotos: veja imagens do acidente na Holanda  Lista de passageiros    Foto: AP   O prefeito de Haarlemmermeer, Theo Weterings, informou em entrevista coletiva que o nome das vítimas será divulgado somente na quinta-feira, 26, quando os dados da lista de passageiros forem totalmente comparados com a informação dos hospitais onde os feridos estão internados.   Os corpos dos tripulantes que estavam na cabine não foram retirados logo depois do acidente para "facilitar a investigação", segundo um porta-voz do Ministério Fiscal.    O aeroporto de Amsterdam Schiphol recupera a normalidade de seu funcionamento, após um dia marcado pelo acidente aéreo de um avião Boeing 737 da Turkish Airlines. Fontes do aeroporto indicaram que o tráfego aéreo está praticamente recuperado, apesar de 18 voos terem sido cancelados e outros 35 terem sido desviados a Roterdã ou Bruxelas ao longo do dia.   Os trabalhos da equipe de investigação serão retomados na quinta-feira, 26, no local do acidente, porque devem ser realizados à luz do dia, segundo o porta-voz do Ministério Fiscal, Bob Steensma.   O prefeito em exercício da localidade de Haarlemmermeer, Michel Bezuijen, afirmou que ainda não há mais informação sobre as causas da queda, entre outras razões porque "se deu prioridade à ajuda às vítimas". A imprensa holandesa especula que os motores do aparelho podem ter parado pouco antes da aterrissagem, o que teria provocado o acidente.  Também disse que se "está estudando a lista de passageiros para determinar entre outras coisas a nacionalidade" dos mesmos. O acidente aconteceu às 6h30 (horário de Brasília), enquanto a aeronave se aproximava da pista de aterrissagem do aeroporto internacional de Schiphol, que permaneceu fechado durante algum tempo e reabriu pouco depois de forma limitada, explicou Bezuijen.   A imprensa local afirma que os motores do avião pararam pouco antes da aterrissagem, e com isto o aparelho perdeu velocidade e caiu no campo vizinho à pista. No momento do acidente, não houve chamas e, segundo declarações de pessoas que viram aterrissar o avião, este perdeu velocidade ao se aproximar da pista. Uma pessoa que viu a queda de seu carro disse que os passageiros saíram pela parte central do aparelho e começaram a ligar pelo telefone celular. Cerca de 60 pessoas conseguiram deixar o avião sem auxílio, enquanto alguns feridos tiveram que ser transportados em um trator porque algumas ambulâncias tinham problemas para se deslocarem pelo local da queda.      Arte/ estadao.com.br   Um passageiro disse à uma emissora de televisão holandesa que a aterrissagem de emergência foi comunicada quando o avião estava a cerca de 600 metros de altitude. "De repente, descemos rapidamente, como se o avião atravessasse uma turbulência. A cauda da aeronave tocou o solo primeiro", disse ele. Um ciclista que passava pelo local, Thomas Freidhoff, disse que o avião parecia ter perdido toda a propulsão quando ainda no ar. "O bico do avião apontava para cima e estava a um ângulo de 45 graus com a cauda, que se chocou primeiro e partiu-se", disse Freidhoff. Testemunhas contaram ter visto pelo menos 20 pessoas descendo dos escombros do avião, com as bagagens espalhadas em volta. "Elas pareciam confusas. Havia muita fumaça, mas não vi fogo", disse Nikolai van der Smagt, funcionário de uma empresa próxima ao aeroporto.   O embaixador da Turquia na Holanda, Selahattin Alpar, afirmou que 72 turcos e 32 holandeses estavam na aeronave. Não há informações sobre a nacionalidade dos outros passageiros. A Turkish Airlines divulgou a lista de passageiros do avião e está transferindo gratuitamente para a Holanda familiares das vítimas do acidente. As autoridades holandesas já anunciaram que não exigirão deles visto para entrar no país.   O sobrevivente Huseyin Sumer disse à rede CNN Turk por telefone: "O avião partiu em três pedaços. Nós estamos ligando para as pessoas para dizer que a situação não é muito grave, mas pode haver mortos na parte frontal do avião". Outro passageiro disse para a emissora NTV que o avião perdeu altitude de repente enquanto se preparava para aterrissar, e que a parte de trás do equipamento atingiu o solo primeiro. "Nós estávamos em uma altitude de 600 metros quando ouvimos o anúncio de que iríamos aterrissar", afirmou Kerem Uzel. "De repente, descemos uma grande distância enquanto o avião passava por uma turbulência. A cauda da aeronave atingiu o solo". Outro sobrevivente afirmou que o avião estava fazendo um pouso normal, até que perdeu o controle e se chocou contra o solo. Segundo ele, isso acontecem entre três e cinco segundos.   A Holanda viveu seu pior acidente aéreo em outubro de 1992, quando um Boeing 747 de carga da companhia israelense El-Al bateu pouco depois de decolar de Schipol, nas proximidades de Amsterdã, contra dois edifícios de Bijlmermeer, um bairro periférico da capital holandesa. Em abril de 1993, um Saab da companhia aérea KLM-Cityhopper caiu nas proximidades do aeroporto de Schiphol, em um acidente que terminou com três mortos e 21 feridos. No acidente morreram, além dos quatro ocupantes do avião, outras 90 pessoas que moravam nas casas próximas ao aeroporto.

Tudo o que sabemos sobre:
acidente aéreoHolanda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.