Ultranacionalistas russos assumem decapitação de imigrante

Cabeça de cidadão do Tadjiquistão foi achada em caçamba; grupo diz que essa é a 'solução deles' para imigração

Da Redação, estadao.com.br

12 de dezembro de 2008 | 17h07

As autoridades russas estão investigando o assassinato de um imigrante asiático que foi encontrado esfaqueado e decapitado em Moscou, em um ataque que parece ter sido realizado por ultranacionalistas, informou o jornal The New York Times nesta sexta-feira, 12. A cabeça da vítima, cidadão do Tadjiquistão, foi encontrada em uma caçamba, envolta numa sacola de plástico, disseram os responsáveis pela investigação do caso.   Os investigadores revelaram ainda que o imigrante e outra vítima foram atacadas no último sábado, após deixaram o trabalho, em depósito de alimentos no sul de Moscou, informa o New York Times. Um jornal local, Kommersant, afirma que o nome da vítima morta era Salekh Azizov, de 20 anos. O segundo imigrante teria conseguido escapar, mas foi hospitalizado com ferimentos, de acordo com as autoridades.   Segundo o jornal americano, um grupo chamado Organização Militante de Nacionalistas Russos assumiu a autoria do assassinato com e-mails enviados a dois grupos de direitos humanos que monitoram esse tipo de crime no país.   Os autores da mensagem disseram que o assassinato foi "uma demonstração da solução" deles "para lutar contra a ocupação de não-russos, e um alerta para as autoridades de que o mesmo irá acontecer a eles se não lutarem contra o fluxo de imigração", disse Galina V. Kozhevnikova, vice-diretora do Centro Sova, uma das organizações de direitos humanos que recebeu o e-mail.   De acordo com o New York Times, milhões de trabalhadores imigrantes, a maioria das ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, moram na Rússia, que depende do trabalho deles devido ao rápido declínio da população e diminuição da força de trabalho doméstica.

Tudo o que sabemos sobre:
Rússiaultranacionalistas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.