Um ano após acordo sobre Lockerbie, Líbia mantém silêncio

O governo da Líbia se manteve discreto nesta sexta-feira, depois que a Grã-Bretanha alertou contra qualquer repetição das celebrações promovidas um ano atrás para marcar a libertação de um agente da inteligência da Líbia, condenado pelo atentado de Lockerbie, em 1988.

ALI SHUAIB, REUTERS

20 de agosto de 2010 | 11h20

A Líbia festejou na época o retorno de Basset al-Megrahi ao país, considerado uma vitória de sua capacidade de negociação, embora o motivo oficial para a libertação dele tenha sido um apelo por razões humanitárias -- ele tem câncer de próstata, que na época se acreditava estar em fase terminal.

Mas um ano depois Megrahi continua vivo, o que deu origem a indagações por parte dos Estados Unidos sobre o parecer médico que levou à sua soltura e a pedidos da Grã-Bretanha à Líbia para que evitasse qualquer celebração no primeiro aniversário da libertação dele. Isso seria considerado uma ofensa pelas famílias das vítimas do atentado de Lockerbie, na maioria norte-americanos.

Megrahi foi condenado à prisão perpétua em 2001 por ter tomado parte na explosão, em dezembro de 1988, do voo 103 da PanAm, com destino a Nova York, matando as 259 pessoas a bordo e 11 moradores da cidade escocesa de Lockerbie. Ele negou qualquer participação no ataque.

(Reportagem adicional de Michael Holden em Londres)

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