José Jácome / EFE
José Jácome / EFE

Unasul declara apoio ao Equador na concessão de asilo a Assange

O fundador do site Wikileaks está exilado na Embaixada do Equador em Londres desde o dia 19 de julho

Ricardo Gozzi / O Estado de S. Paulo,

19 de agosto de 2012 | 18h24

A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) declarou apoio à decisão do Equador de conceder asilo ao jornalista australiano Julian Assange, fundador e editor-chefe do WikiLeaks, um site especializado em vazamento de informações secretas.

Em comunicado conjunto divulgado após reunião de chanceleres realizada neste domingo na cidade equatoriana de Guayaquil, a Unasul expressou solidariedade a Quito e defendeu que uma "solução mutuamente aceitável" para o impasse envolvendo os governos do Equador e do Reino Unido seja encontrada por meio de diálogo.

Assange está refugiado há dois meses na Embaixada do Equador em Londres. O governo equatoriano anunciou na última semana a concessão de asilo a Assange. O Reino Unido expediu uma ordem de extradição contra Assange para a Suécia, onde o australiano é acusado de estupro. Assange nega que tenha cometido o crime e qualifica o processo como retaliação às atividades do WikiLeaks. As informações são da Dow Jones.

Discurso de Assange

O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, fez um breve discurso neste domingo, 19, na Embaixada do Equador em Londres, onde está exilado desde o dia 19 de julho. O país sul-americano anunciou na última quinta-feira, 16, que concederá asilo político ao australiano. Ele havia solicitado refúgio na sede diplomática do país sul-americano em 19 de junho para não ser extraditado para Suécia, onde responde por denúncias de agressão sexual.

Em sua primeira aparição pública após 61 dias abrigado na prédio da Embaixada, Julian Assange afirmou que a polícia britânica tentou entrar na última quarta-feira na embaixada, mas desistiu por causa da presença de jornalistas e apoiadores em frente ao local. Ele agradeceu aos meios de comunicação presentes por serem "os olhos do mundo".

Falando de um pequeno balcão, Assange agradeceu ao presidente equatoriano Rafael Corrêa pela "coragem que demonstrou" ao conceder o asilo. A Inglaterra não pode prender o criador do Wikileaks enquanto ele estiver na embaixada do Equador, mas prometeu 'dificultar' sua saída do país.

Julian Assange também pediu ao presidente dos EUA Barack Obama que 'faça a coisa certa' e não processe ou persiga quem colaborou com a divulgação de documentos no WikiLeaks. "Os Estados Unidos devem renunciar à sua caçada às bruxas contra o Wikileaks", disse o australiano. Ele pediu ainda a libertação do soldado americano Bradley Manning, acusado de liberar arquivos secretos para o Wikileaks. O militar está preso e aguarda julgamento.

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