União Européia aprova missão contra a pirataria na Somália

Ministros da Defesa dos 27 países concordam em enviar entre 6 e 10 barcos para garantir a segurança no mar

Efe,

10 de novembro de 2008 | 09h38

Os ministros da Defesa dos 27 países da União Européia aprovaram nesta segunda-feira, 10, a realização de uma operação para "dissuadir, prevenir e reprimir" a pirataria na costa da Somália, a primeira missão naval da história da UE. O Conselho europeu de Defesa aprovou o envio de entre seis e dez barcos para garantir ao máximo a segurança no Golfo de Áden, em colaboração com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e os Estados Unidos. Os efetivos "adotarão as medidas necessárias, inclusive o uso da força, para colocar fim na pirataria ou roubos de navios à mão armada" na região. Eles poderão ainda deter suspeitos e transferi-los para outros países - exceto os que aplicam pena de morte, maltratam ou possuem condições inadequadas para os prisioneiros, segundo fontes da Presidência francesa do bloco. A UE focará na proteção de embarcações que transportam ajuda humanitária para as pessoas deslocadas na Somália assim como pesqueiros, mercantes e barcos de passageiros "em função de uma avaliação dos riscos caso a caso". Os navios da UE vigiarão mar adentro a costa da Somália, inclusive nas águas territoriais somalis, que apresentam "riscos para as atividades marítimas". O comandante da operação será o vice-almirante britânico Phillip Jones, cuja sede ficará em Northwood (Reino Unido). O presidente do Conselho de Defesa da presidência rotativa do bloco, o francês Hervé Morin, assegurou a participação da "maioria dos grandes países marítimos" na operação. Alemanha, Holanda, Bélgica, Suécia, Chipre, Lituânia e Reino Unidos se uniram com Franca e da Espanha para mandar meios marítimos e aéreos para a região africana.

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