União Européia aprova sanções financeiras contra o Irã

Entre as medidas contra o programa nuclear iraniano está a proibição das operações do maior banco do país

Agências internacionais,

23 de junho de 2008 | 09h44

A União Européia aprovou nesta segunda-feira, 23, a aplicação de novas sanções contra o Irã, após o país se negar a cumprir as demandas internacionais contra o seu programa nuclear. Entre as medidas está a proibição das atividades do maior banco iraniano na Europa, segundo indicaram fontes diplomáticas.   Veja também:   Sarkozy diz que França não abandonará Israel diante do Irã   As sanções impedem que as entidades realizem atividades econômicas em território da UE, com bloqueios dos fundos que possam ter na União Européia, e impedem que as pessoas envolvidas possam entrar no território do bloco europeu, disseram funcionários europeus. O Banco Melli, que é o principal do Irã e tem escritórios em Londres, Paris e Frankfurt (Alemanha), é o único banco atingido, já que as outras entidades sancionadas são organismos e instituições oficiais, mas não entidades bancárias.   Funcionários de países ocidentais acusam o Banco Melli de fornecer serviços aos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã. Os Estados Unidos colocaram a instituição em sua lista nega no ano passado. As sanções incluem também a proibição de viagens de especialistas envolvidos no programa nuclear iraniano. A lista negra da UE, contendo empresas e pessoas, será publicada na terça-feira.   As sanções, que se baseiam no marco legal estabelecido pela resolução 1.737 do Conselho de Segurança da ONU - aprovada no ano passado - foram adotadas formalmente nesta segunda, como ponto sem debate, em reunião do Conselho de Ministro da Agricultura da UE.   No início do mês, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha renovaram a proposta do pacote de incentivos para que o Irã interrompesse o seu programa nuclear, numa tentativa de encorajar o país a se abrir para negociações.   Mesmo após o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado outras três listas de sanções - que incluem restrição da movimentação de bens, de viagens para alguns iranianos e negócios com companhias do país - , Teerã continua se recusando a suspender o enriquecimento de urânio, que pode ser usado tanto para a produção de energia (como alega o Irã) quanto para a construção de ogivas nucleares, como teme a comunidade internacional.

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