União Européia ratifica fim das sanções das sanções a Cuba

Após resolver as últimas pendências, os 27 países membros aprovam formalmente o levantamento das restrições

Efe,

23 de junho de 2008 | 16h05

Os 27 países membros da União Européia (UE) aprovaram formalmente nesta segunda-feira, 23, levantar as sanções a Cuba, informaram fontes da Presidência eslovena de turno, após remover as últimas reservas da delegação sueca pela redação definitiva do acordo. Os ministros de Agricultura dos Estados do bloco, reunidos em Luxemburgo, foram os encarregados da ratificação oficial do texto, um trâmite que devia ter sido resolvido nesta manhã, mas que só foi concluído à tarde.  Veja também:Fidel chama de 'hipocrisia' suspensão de sanções da UEApós fim das sanções, sete opositores são presos em Cuba Na semana passada, a UE decidiu eliminar as sanções a Cuba, por um aparente novo clima político com o presidente Raúl Castro. No dia seguinte, sete opositores foram detidos na ilha e o ex-líder cubano Fidel Castro escreveu um texto no qual criticava o bloco. A mudança de uma frase sobre a libertação dos opositores ao regime cubano fez com que a Suécia se negasse a apoiar o texto, pelo temor de que a mensagem às autoridades cubanas fosse menos forte que o pretendido. Concretamente, na versão do acordo distribuída aos ministros, não se ressaltava a idéia de que a libertação incondicional de todos os opositores presos "continua sendo uma prioridade chave para a UE". A exigência de libertação dos dissidentes ficava, além disso, depois do apelo para facilitar a entrada das organizações humanitárias internacionais nas prisões cubanas. Fontes da Presidência de turno eslovena confirmaram à Agência Efe que o texto aprovado pelos ministros conserva a ordem e redação original, de modo que fica claro que a libertação dos presos é uma "prioridade chave" e esta apelação aparece antes do pedido de acesso às prisões para as ONGs. A detenção dos opositores deu origem às sanções impostas pela UE em 2003, congeladas em 2005. Suécia, República Tcheca e Alemanha foram os países que mantiveram mais reservas até o último momento para dar seu consentimento à suspensão das sanções.  EUA O secretário de Estado adjunto para Assuntos Hemisféricos americano, Thomas Shannon, assegurou hoje que os Estados Unidos estão satisfeitos com a decisão da UE. Mas, mais importante que o levantamento dessas medidas, são as condições ou marcadores que a UE impôs a Cuba, destacou Shannon em conversa com jornalistas. "Vimos uma participação cada vez maior dos países europeus no debate sobre a situação em Cuba. Isto criou um consenso", destacou Shannon. "As condições são sólidas e preservam nossos valores comuns e nossos interesses comuns", completa. 

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