União Européia tenta aprovar identificação digital de turistas

Comissão propõe na quarta que passageiros tenham digitais colhidas para banco de dados compartilhado

Agências internacionais,

12 de fevereiro de 2008 | 10h33

A Comissão européia vai propor na quarta-feira, 13, que todos os estrangeiros que passem pela Europa, tenham as impressões digitais colhidas. Segundo o jornal americano Washington Post, se a medida for aprovada pelo Parlamento do bloco, ela significará que dezenas de milhares de pessoas serão precisamente identificadas por um banco de dados que pode ser compartilhado com governos do mundo todo. Os Estados Unidos já exigem que estrangeiros sejam identificados por impressão digital e fotografia antes de entrar no país, assim como no Japão. Agora, altos funcionários da segurança européia defendem a adoção da medida, até mesmo que imagens faciais sejam armazenadas. O plano é parte de um esforço, tanto nos EUA como na Europa, de controlar, identificar e rastrear eletronicamente as pessoas em um banco de dados de imigração e segurança nacional. Os computadores do governo americano acessam ainda transações bancárias, detalhes como itinerário de viagens e número de cartão de crédito e contatos dos que enviam e recebem correspondências rápidas. "Este é o único caminho para realmente identificar as pessoas", afirmou um oficial da Comissão Européia que apóia a medida. "Com a identificação biométrica, é muito mais fácil rastrear pessoas e saber quem entra e sai, incluindo possíveis terroristas." O prazo e a logística para a adoção do plano ainda não estão definidos, porém é provável que não comecem até o próximo ano. Os turistas devem ter as digitais colhidas logo após o desembarque e identificados em um banco de dados. A medida, inicialmente, sugere que apenas aeroportos terão os equipamentos. A proposta é parte do grupo de ações para fortalecer o sistema de entrada e saída do bloco para que oficiais possam saber exatamente em que país determinada pessoa está. Segundo a BBC, a medida terá que ser aprovada pelos 27 Estados membros antes de entrar em vigor, mas a Comissão Européia espera que esteja implementada em toda Europa antes do final de 2010.Esse procedimento já é exigido a todos os passageiros procedentes da Europa com destino aos Estados Unidos desde 2003, depois de um polêmico acordo renovado em julho passado pelas autoridades das duas partes. Agora, a idéia apresentada pelo comissário europeu de Justiça e Interior, Franco Frattini, reaviva as mesmas críticas. Alguns deputados do Parlamento europeu e entidades em defesa da privacidade afirmam que a medida converteria todos os viajantes em suspeitos.

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