Kai Försterling/EFE
Kai Försterling/EFE

Unionistas se manifestam em Barcelona e nas principais cidades da Espanha

Grupos favoráveis à manutenção da Catalunha no interior do Estado espanhol não reconhecem a validade do plebiscito sobre a independência marcado para este domingo

Andrei Netto, enviado especial / Barcelona, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2017 | 13h46

BARCELONA - Movimentos unionistas, que defendem a permanência da Catalunha como região membro da Espanha, manifestaram-se em Barcelona e em várias cidades da Espanha neste sábado, 30, véspera do plebiscito sobre a independência organizado pelo governo catalão. O maior movimento foi registrado em Madri, onde segundo os organizadores até 10 mil pessoas teriam se mobilizado na Praça de Cibeles, na capital. 

Em Barcelona, a mobilização teve início no final da tarde, mas foi atrabalhada pela chuva. Os manifestantes unionistas se concentraram na Praça de Sant Jaume, no centro da capital catalã. Entre os gritos de ordem, um foi dirigido aos Mossos d’Esquadra, a polícia regional da Catalunha, encarregada de fechar as escolas e locais de votação neste domingo. Pesa contra a direção da polícia a suspeita de que possa fazer vistas grossas durante o dia de plebiscito. "Esta é nossa polícia", gritavam os unionistas.

Muitos pediam a não realização do plebiscito organizado pelos independentistas. "Grande parte da população está se manifestando nesses dias em favor da independência. Creio que nós, que não somos poucos, devemos fazer nossas manifestações também", afirmou Natcho, estudante que carregava uma bandeira da Espanha amarrada às costas. "Somos catalães e precisamente por isso somos espanhóis. Um referendo deve ser para toda a Espanha e não toda a Catalunha. Mas um plebiscito legal para toda a Catalunha também seria aceito", argumenta.

Outro a participar do movimento foi José Santizada, também estudante. "É uma mentira que toda a população catalã queira ser independente. Mas é verdade que a população não está tão mobilizada como os independentistas", reconheceu, explicando por que decidiu sair às ruas. "Esperamos que não haja voto nesse domingo. O que não pode acontecer é um plebiscito só para os partidários do 'sim', organizado por eles, porque não seria nada neutro."

Em Madri, a manifestação organizada pela Fundação Defesa da Nação Espanhola contou com palavras de ordem que defenderam a união da Espanha e a prisão do presidente da região de Catalunha, Carles Puigdemont. Também houve gritos de ordem em favor da Guardia Civil e da Polícia Nacional, cujos efetivos estão na Catalunha para tentar impedir a realização do plebiscito no domingo. 

Protestos semelhantes de unionistas foram realizados em outras cidades da Espanha, como Santiago de Compostela, na Galícia, Santander, Logroño ou Vitoria.

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